O suspeito de matar duas mulheres, Adilson Pinto da Fonseca, 48 anos teria sido visto por populares “vasculhando” o local onde as vítimas foram enterradas e por isso resultou numa desconfiança da polícia quanto a localização dos corpos. O delegado Fausto José Freitas da Silva relaltou que assumiu o caso há cerca de dois meses e que as investigações já apontavam a suspeita de que Adilson teria participação no desaparecimento de Talissa de Oliveira Ormond, 22 anos, com quem manteve um namoro e também no sumiço de Benildes Batista de Almeida, 39 anos, sua ex-mulher.

“Desde que elas desapareceram as investigações vinham caminhando, eu assumi pouco mais de dois meses  e em conversa  com a equipe que já estava no caso verificamos a necessidade de fazer a busca e apreensão na casa do suspeito para fazer uma perícia porque tinha a suspeita do corpo ocultado… Houve a denúncia de populares que relataram que ele [Adilson] costumava mexer muito na sua casa durante as madrugadas, com essas informações chegamos na primeira ossada”, disse em entrevista a TVCA.

Na manhã de segunda-feira (13), a primeira ossada foi localizada no quintal da casa do suspeito e preliminarmente deve ser identificada como da vítima Talissa. Já os restos mortais da segunda mulher desaparecida em 2013 foram encontrados na manhã desta terça-feira (14.05).

Os ossos estavam a três metros de profundidade no mesmo local onde foram localizados, na segunda-feira (13), ossadas de outra mulher, enterrados na calçada externa da casa, que pertence o suspeito,  Adilson Pinto da Fonseca, 48 anos, no bairro Nova Conquista, em Cuiabá.

Exames de DNA devem confirmar que as vítimas são Talissa de Oliveira Ormond, 22 anos, que desapareceu em julho de 2013, e Benildes Batista de Almeida, 39 anos, que sumiu em dezembro de 2013. A primeira era namorada do suspeito e a segunda sua ex-mulher, que morava fora do Brasil.

Ambos os casos são investigados pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), que mesmo diante do espaço temporal dos desaparecimentos, os policiais persistiram em esclarecer o que havia acontecido com as vítimas, em resposta aos seus familiares.

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O delicado trabalho de retirada dos ossos foi realizado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Na segunda-feira (13), os trabalhos, em cumprimento de mandado de busca e apreensão autorizada pela Justiça, teve o apoio do Corpo de Bombeiros com um cão farejador, Águas Cuiabá e também de um professor de Geologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O delegado Fausto José Freitas da Silva, disse que as duas vítimas mantinham relacionamento amoroso com o suspeito e isso ligou os dois desaparecimentos. O delegado informou ainda que a ossada da segunda vítima foi localizada nesta manhã, após suspeito colaborar com novas informações.

“A partir do momento que localizamos a primeira ossada, que seria da Talissa, o suspeito demonstrou vontade de colaborar com as investigações, à princípio, não tínhamos informações de que o corpo da Benildes também tivesse ocultado nesse local, mas ele deu localização exata e através disso conseguimos achar os restos mortais dela”, declarou o delegado.

Quanto à motivação, o suspeito alegou que foram por ciúmes, mediante discussões ocasionais. O suspeito está preso por duas ocultações de cadáveres e também será indiciado por dois homicídios qualificados das duas mulheres.

Talissa e benildes morte

Os sumiços

A vítima Talissa de Oliveira Ormond, 22 anos, teve o desaparecimento comunicado em 8 julho de 2013, cerca de quatro dias depois de sumir. A mãe da moça contou que ela tinha saído para trabalhar em uma empresa de telefonia e não mais deu notícias. Na empresa, a chefe da vítima informou à mãe que naquele dia ela tinha trabalhado o dia todo e quando saiu havia um rapaz moreno em uma motocicleta a espera dela. Mas ninguém a viu sair com ele. No dia seguinte, a vítima teria ligado na empresa pedindo socorro. Depois não deu mais notícias.

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A segunda vítima,  Benildes Batista de Almeida, 39 anos, desapareceu em 17 de dezembro de 2013. Ela morava na cidade de Asturia, na Espanha, e tinha voltado ao Brasil, onde passou cinco meses com a família. A filha dela entrou em contato com a Polícia Federal, que não identificou que ela havia saído do Brasil. Ela era ex-mulher do suspeito.

Fonte | Folhamax

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