19 de março de 2026 | 16h36
Por Redação Giro MT
Levantamento da consultoria Patient Centricity Consulting revela baixa maturidade na gestão da experiência do paciente nas instituições de saúde brasileiras
A experiência do paciente ainda é pouco monitorada no sistema de saúde brasileiro. Apenas 3,6% dos hospitais utilizam indicadores formais para medir esse aspecto, segundo levantamento da consultoria Patient Centricity Consulting.
O dado revela uma lacuna estrutural na gestão das instituições de saúde, especialmente em um cenário de maior concorrência e pacientes mais atentos à qualidade do atendimento. A pesquisa mostra ainda que só 20,8% das unidades contam com equipes capacitadas para atuar com foco no cuidado centrado no paciente.
Na prática, a baixa adoção de métricas e a falta de preparo das equipes limitam a capacidade das instituições de identificar falhas no atendimento e aprimorar a experiência ao longo da jornada do paciente.
Impactos na gestão das clínicas
A ausência de métricas claras de satisfação pode gerar efeitos diretos na rotina das clínicas. Entre os principais impactos estão o aumento do índice de faltas em consultas, conhecido como no-show, dificuldades na fidelização e perda de eficiência na gestão.
Sem dados consistentes sobre a experiência dos pacientes nas unidades de saúde. É essa a informação disponível em artigo no blog do Conclínica, apontando que gestores tendem a tomar decisões baseadas apenas em impressões pontuais. Isso dificulta identificar gargalos recorrentes, como atrasos no atendimento, falhas na comunicação ou problemas no agendamento.
Além de afetar a qualidade assistencial, o problema também pode comprometer a sustentabilidade financeira das clínicas. Pacientes insatisfeitos tendem a abandonar o acompanhamento médico ou buscar atendimento em outros serviços, o que impacta diretamente a taxa de retorno e o crescimento das instituições.
Digitalização ainda não resolve o problema
Apesar do avanço da digitalização no setor de saúde, especialistas apontam que muitas instituições ainda enfrentam dificuldades para transformar tecnologia em melhoria efetiva no atendimento.
De acordo com análises recentes do setor, clínicas e hospitais têm ampliado o uso de prontuários eletrônicos e sistemas de gestão, mas a coleta estruturada de feedback dos pacientes ainda é pouco integrada a essas plataformas.
Na prática, isso significa que muitos estabelecimentos avançaram na digitalização administrativa, mas ainda não utilizam dados para compreender a jornada completa do paciente dentro da instituição.
Tecnologia como apoio à gestão clínica
Nesse cenário, plataformas de gestão clínica buscam ajudar médicos e gestores a estruturar melhor seus processos internos e a acompanhar indicadores ligados ao atendimento.
Com maior concorrência no setor de saúde e pacientes cada vez mais atentos à qualidade do atendimento, especialistas apontam que acompanhar de forma estruturada a experiência do paciente tende a se tornar um diferencial competitivo para clínicas e consultórios nos próximos anos.
Via | assessoria Foto | NCI/Unsplash.










