Estudo indica que a testosterona baixa afeta, de forma leve ou moderada, cerca de 25% dos homens.

Enquanto as mulheres buscam informações sobre a menopausa, o público masculino não dá a devida atenção à andropausa, também conhecida como “menopausa masculina”. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), 57% dos homens não conhecem a existência da condição.

Devido ao processo natural de envelhecimento, a produção de testosterona nos homens é afetada, caindo, em média, 1,2% ao ano. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) alerta que, entre 40 e 55 anos, algumas mudanças podem ser percebidas, como perda de energia e massa muscular, baixa libido e alterações de humor, afetando a saúde e o bem-estar. Em alguns casos, a reposição hormonal é um dos principais tratamentos para a andropausa.

A SBU e o Conselho Federal de Medicina (CFM) informam que a taxa normal de testosterona é de 300 ng/dl. Caso esteja abaixo disso, o médico deve investigar a deficiência e, se necessário, indicar a reposição. Além da manutenção da libido e do desenvolvimento de tecidos reprodutivos masculinos, o hormônio também está ligado a importantes atividades metabólicas, como à formação dos ossos, à produção de células no sangue e à função hepática.

A reposição só deve ser realizada quando solicitada por um endocrinologista ou urologista, através do exame de sangue e diagnóstico correto. Entretanto, muitos homens optam por fazer a suplementação para obter ganhos estéticos e desportivos. A prática é proibida pelo CFM e oferece riscos. Os níveis elevados de testosterona podem provocar um acidente vascular cerebral (AVC) e aumentar o risco de trombose, além de outros efeitos colaterais, como queda de cabelo, desenvolvimento de acnes e surgimento de neoplasias.

As formas de reposição de testosterona aprovadas no Brasil são o gel transdérmico e as injetáveis de curta ou longa ação. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não autoriza os implantes subdérmicos e suas variações, visto que não apresentam comprovação científica. A reposição por via oral também pode ter uma absorção errada e, por ser metabolizada pelo fígado, aumenta as chances de problema no órgão.

Vitamina D, Zinco e Maca Peruana podem ajudar a saúde masculina

Cerca de um terço da população do mundo apresenta deficiência de zinco, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O mineral é apontado como essencial para a síntese de testosterona e a maturação do esperma, impactando diretamente a libido e as ereções. Caso esteja abaixo dos níveis ideais, pode ser necessária a suplementação. 

Já a vitamina D é um hormônio esteroide fundamental para a regulação do metabolismo ósseo e desenvolvimento da musculatura. De acordo com o estudo publicado no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, a sua carência também pode diminuir os níveis do hormônio testosterona.

Se constatada a deficiência de vitamina D, o médico ou nutricionista pode recomendar a suplementação e a dosagem adequada. Entretanto, o Ministério da Saúde alerta que o  excesso pode gerar efeitos colaterais como cansaço, náusea, vômito, diarreia e cálculo renal.

Segundo o artigo publicado pela revista Evidence-based Complementary and Alternative Medicine, o uso da maca peruana também auxilia na produção de esperma. Os testes realizados com homens de 24 a 44 anos indicaram o aumento de 20% na contagem de espermatozóides e 14% na mobilidade desses espermatozóides.

Entre os benefícios da maca peruana para o homem estão o aumento da libido e o estímulo à produção de hormônios pelo organismo, sendo uma alternativa natural para a suplementação.

Práticas simples evitam a queda de testosterona

Segundo a SBEM, a testosterona baixa afeta, de forma leve ou moderada, cerca de 25% dos homens. Além do envelhecimento natural, outros fatores podem influenciar na desregulação dos níveis do hormônio. Um exemplo disso é o estresse crônico, visto que, reagindo a ele, o corpo libera cortisol e pode interferir na produção de testosterona.

O estilo de vida também causa impacto nos níveis de testosterona. Manter bons hábitos pode dispensar a necessidade de reposição. A SBU indica ter uma dieta balanceada para manter as taxas do hormônio sob controle, evitando o excesso de gorduras saturadas, alimentos processados e açúcar.

Realizar atividades físicas, controlar o peso, evitar o tabagismo e reduzir o álcool também são práticas que auxiliam na manutenção dos níveis adequados de testosterona e evitam o uso de medicações.

Via | Assessoria Foto | Freepik

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