Palmeiras e Flamengo disputam neste sábado (27) a grande final da Libertadores. Entre a glória e os R$ 120 milhões de premiação que estão em jogo, quem se sair vencedor do confronto em Montevidéu, no Uruguai, colocará o adversário em situação delicada, especialmente se tratando dos treinadores Abel Ferreira e Renato Gaúcho.

Apesar da vaga na grande decisão continental, ambos os técnicos vivem momentos de tensão à frente de Palmeiras e Flamengo. Para Abel Ferreira, a derrota no clássico para o São Paulo, jogando em casa e com chance de afundar o rival na briga contra o rebaixamento, somado aos tropeços diante de Fortaleza e Atlético-MG (com os reservas), pesaram para a torcida, que não pouparam críticas ao português.

Já o Flamengo de Renato Gaúcho chega quase que com a “obrigação” de ganhar a final. Depois da derrota acachapante contra o Athletico-PR, nas semifinais da Copa do Brasil, em pleno Maracanã, o técnico chegou a entregar o cargo, mas foi bancado pela diretoria rubro-negra. No entanto, o empate contra o Grêmio, que luta contra o rebaixamento, depois de ter um 2 a 0 a favor no placar, aumentaram a desconfiaça da torcida.

Até por conta das constantes críticas, tanto Renato quanto Abel mostram-se preocupados quando questionados sobre o desempenho decepcionantes de suas equipes em alguns jogos. No caso do Verdão, mesmo após a vitória contra o Santos, na Vila Belmiro, Abel aproveitou para criticar a imprensa que cobre o dia a dia do clube.

“A imprensa tem que saber que tipo de programas quer passar. Se eu semeio ódio e violência, espero o que do outro lado? Colher amor, carinho e respeito? Não. Se quiser respeito, tenho que respeitar. Saber ganhar e perder”, afirmou o português.

Já Renato não escondeu a insatisfação com as críticas quando foi questionado se “entregou” o empate para o Grêmio, seu ex-clube. “Isso é um tipo de pergunta que me ofende. Porque eu sou profissional, trabalho em um grande clube, assim como o Grêmio. Minha equipe sempre vai jogar para vencer. Então é preciso tomar um pouco mais de cuidado. Você (repórter), no caso, em termos de pergunta. Porque uma pergunta dessas está desrespeitando o profissional”, esbravejou. Seja quem for o vencedor na decisão deste sábado, fato é que quem perder correrá sérios riscos de não se manter empregado. A pressão já é enorme e, em caso de derrota na grande final da Libertadores, competição mais importante da América do Sul, a situação certamente se tornará insustentável. O jogo irá além da bola rolando. Será uma batalha, acima de tudo, psicológica.

Via | R7   Foto | Lance
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