Manifestantes do Movimento Sem Terra (MST) invadiram a sede da Associação Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja), na manhã desta quinta-feira (14), picharam as paredes e depredaram a fachada do edifício, localizado no Lago Sul, em Brasília. A mansão abriga ainda outros representantes do agronegócio como a Associação Brasileira dos Produtores de Milho, e a Associação Brasileira de Produtores de Sementes de Soja.

Além dos portões e do muro, o grupo pichou paredes da associação e jogou tinta vermelha nas janelas. Entre os dizeres pichados, estão frases como “Agro é morte”, “Soja não enche prato” e “Bolsonaro é fome”.

A Via Campesina Brasil, parte da organização internacional de camponeses, assumiu a autoria do ato pelas redes sociais. Em um manifesto, eles afirmam que a medida é parte das ações da Jornada Nacional pela Soberania Alimentar. No texto, eles atribuem ainda a miséria e a fome dos brasileiros ao governo federal.

Segundo a Polícia Militar, cerca de 60 pessoas participaram do ato. O grupo criticava a fome e a insegurança alimentar, que se agravaram com a pandemia de Covid-19. A Polícia Civil realiza perícia no local. A 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul) investiga o caso como crime de dano e associação criminosa.

Imagens divulgadas pelo ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles mostram a depredação e integrantes do grupo mandando os manifestantes jogar as pedras “nos vidros”.

Via | R7
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