Em média uma em cada cinco mulheres, ao fazerem um ultrassom, recebem o diagnóstico que possuem cistos os ovários, pequenas bolsas que contêm material líquido. Mas a maioria dessas mulheres não possui nenhuma doença. Isso porque a presença de cistos nos ovários é diferente de ter a Síndrome dos Ovários Policísticos, a SOP.

Quando os cistos forem acompanhados de irregularidade menstrual com ciclos longos, tendendo a amenorreia (ausência de menstruação por mais de 3 ciclos ou 6 meses) ou ainda um aumento na produção de hormônios masculinos (seja detectado por exames laboratoriais ou por características clinicas), podemos estar diante de uma mulher com Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). 

O diagnóstico de SOP é feito por exclusão, ou seja, temos que investigar ainda outras doenças que possam cursar com os mesmos achados. E após descartá-las é que podemos diagnosticar a paciente como portadora da síndrome. 

E mais! Existem pacientes que podem ter SOP mas não necessariamente possuem ovários policísticos. Confuso? Sim, mas é possível. Mulheres que possuem aumento dos hormônios masculinos e atrasam a menstruação, mesmo que o ultrassom não mostre cistos, podem ter SOP.  

Entre os sintomas mais comuns estão a irregularidade menstrual, já que a ovulação geralmente não acontece, a menstruação abundante, o aparecimento de acnes por conta do excesso de andrógenos (hormônios masculinos), que aumentam a oleosidade da pele; crescimento de pelos; obesidade, presente em mais de 80% das mulheres com síndrome de ovário policístico; escurecimento da pele em algumas áreas como a virilha, pescoço e em baixo das mamas; e a calvice, semelhante ao que ocorre em homens.  

E engravidar? Apesar de comumente as pacientes apresentarem ciclos anovulatórios, o tratamento adequado poderá fazer com que a ovulação aconteça e a paciente engravide. “Por ser uma síndrome, com vários sintomas, o tratamento pode englobar diversos medicamentos, além de dieta alimentar e a prática de atividade física, que representam a primeira linha de tratamento da doença. Isso melhora a sensibilidade à insulina, regula a ovulação e aumenta a fertilidade”.   

Caso você tenha o diagnóstico de SOP, segue três coisas que não deve fazer:

1. Abusar de carboidratos refinados como açúcar e farinhas brancas. Isto é gasolina para o principal motor da SOP: a resistência a insulina.

2. Ser sedentária! Não fazer atividade física é também uma decisão, não a tome! Os exercícios físicos com resistência, como a musculação, diminuem a marcha do motor da SOP.

3. Usar sem orientação profissional, medicação para emagrecer. Alguns destes remédios podem ter interações perigosas em pacientes que tenham hipertensão e diabetes. Doenças silenciosas que podem acompanhar a SOP.  

Via | Érico Duarte Izaias  –Pós-Graduado em Ultrassonografia Fatesa-Ribeirao Preto – SP; Pós-Graduado em Cirurgia Minimamente Invasiva – Beneficência Portuguesa -SP; Pós-Graduando em Medicina Integrativa – Hosp Albert Einstein – SP.
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