“Eu respeito!” Esse é o slogan da nova campanha do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Lançada no Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado nesta segunda-feira (21), a ação busca despertar a empatia em relação às pessoas com deficiência.

O lançamento da campanha, realizado durante evento online, contou com a presença da ministra Damares Alves. “Eu respeito, eu amo, eu protejo porque se a gente conseguir fazer com que todos nessa nação respeitem as pessoas com deficiência nós avançamos muito”, ressaltou.

A iniciativa, coordenada pela Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNDPD), convida pessoas anônimas e famosas, com ou sem deficiência, a gravarem vídeos falando que respeitam alguma particularidade do universo das pessoas com deficiência. Durante a gravação, os participantes devem iniciar o seu depoimento com a frase: “eu respeito”. A declaração será transmitida na linguagem falada e também na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

“Eu queria pedir a todos que participem. Queremos os vídeos mais extraordinários. Vamos fazer essa campanha crescer e se tornar uma fala do dia a dia”, incentivou a ministra.

Ao reforçar o convite, a titular da SNDPD, secretária Priscilla Gaspar, explicou que os vídeos, depois de gravados, devem ser postados nas redes sociais.

“Basta gravar um vídeo do seu próprio celular dizendo que respeita alguma particularidade das pessoas com deficiência, como, por exemplo, eu respeito a lei de cotas para as pessoas com deficiência. Após isso, marque nas redes sociais do Ministério #Eu Respeito e entre nessa corrente”, disse.

Para incentivar os interessados em vestir a camisa da campanha, a ministra usou uma camiseta com a logomarca da ação. A atitude foi para dar o exemplo e compartilhar a verdadeira importância da divulgação. “A arte dessa camisa vai estar à disposição, pode buscar no site do nosso Ministério. Vamos divulgar e eternizar o respeito às pessoas com deficiência no Brasil”, concluiu Damares.

Cenário nacional

Nas últimas décadas, o Brasil vem tentando minimizar a segregação e o preconceito. Nesse período, o país adotou uma série de expressões usadas para a definição das pessoas com deficiência. Elas já foram chamadas de excepcionais, portadores de deficiência, portadores de necessidades especiais e, mais recentemente, pessoa com deficiência.

Entretanto, a titular da SNDPD alerta que essa conceituação continua marcada por concepções e práticas do passado que enfatizam a incapacidade das pessoas e mantêm a discriminação enraizada.

“Atualmente, há uma mobilização mundial de reconhecimento e valorização das potencialidades do indivíduo com deficiência, inclusive por meio de leis, como a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência”, lembra a secretária Priscilla Gaspar.

Ainda de acordo com ela, mesmo que existam leis próprias que garantam os direitos das pessoas com deficiência, o respeito mútuo é fundamental para a convivência.

“Isso não é nada se a população não respeita ou tem empatia pelas pessoas com deficiência, se não respeitam seus espaços nem suas particularidades”, conclui Priscilla.

Fonte | Assessoria Ministério Direitos Humanos

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