Uma criança identificada como Aylla Valentina Silva Miranda, de dois anos, morreu após ser atropelada em frente a um condomínio fechado no bairro Aroeira, em Cuiabá. O acidente aconteceu no dia 28 de setembro, quando um veículo Ford Ecosport atingiu a vítima, que participava de uma festa de aniversário. Ela estava internada no Pronto-Socorro de Cuiabá (PSM) e faleceu no último dia 14 deste mês.

O titular da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), delegado Christian Cabral, disse em entrevista que a mãe da criança foi ouvida nesta quinta-feira (31). Pela análise, o veículo estava em baixa velocidade. Ele alertou que os motoristas devem ser educados quanto ao trânsito no interior de condomínios.

“Hoje em Cuiabá proliferaram os condomínios, as pessoas vão morar em condomínio e as crianças ficam soltas, porque passa sensação de tranqüilidade. Só que tem condutores que não estão habituados. Às vezes pessoas que nem moram no condomínio que vão trafegar com uma velocidade que trafegam nas demais vias urbanas da cidade. A situação dentro de condomínio é diferente”, disse.

Imagens do circuito de segurança mostram o momento do acidente. Há várias crianças brincando, quando em determinado momento, elas começam a se dispersar. Um criança maior  tenta atravessar a via, mas desvia quando vê o carro. Porém, a menor é atingida pelo veículo.

“Pedestre tem tanta responsabilidade quanto condutor, só que estamos falando de crianças. Neste caso, não tem como exigir da criança um comportamento de adulto. Temos que começar a  trabalhar não no aspecto de fiscalização, mas no aspecto educacional para que as pessoas moram em condomínio, os síndicos, eles sejam conscientizados dessa realidade e desenvolvam ações dentro desses ambientes para que as pessoas possam ser alertadas dos riscos que existem dentro desses ambientes”, acrescentou.

A criança permaneceu internada por vários dias no PSM, mas não resistiu aos ferimentos e foi a óbito. A jovem que conduzia o carro foi submetida ao teste do bafômetro que não apontou ingestão de bebida alcóolica. Ela deve responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

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