Para a minha grata surpresa, fui contatado há algumas semanas pelo promotor de Justiça Ari Madeira Costa quanto à minha disponibilidade e disposição de participar de um evento acadêmico no anfiteatro da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), campus de Rondonópolis, promovido pelo seu Departamento de Geografia. Dias depois, foi a vez dos professores Jeater Santos e Fábio Angeoletto, ambos do Mestrado em Geografia da instituição, se comunicarem comigo a fim de confirmar a minha participação.

O evento em questão foi a Oficina Internacional sobre Metabolismo Urbano, Infraestruturas Verdes e Qualidade Ambiental de Rondonópolis, que foi ofertada nos dias 11 e 12 deste mês e contou com a participação dos professores Daniela Perrotti (italiana) e Zhiwen Luo (chinês), ambos da Universidade de Reading, da Inglaterra. O motivo do contato dos professores brasileiros responsáveis pela Oficina Internacional se referia à necessidade de haver alguém ‘mais qualificado’ para fazer a tradução (do inglês para o português) das falas dos professores estrangeiros durante a apresentação deles na Oficina. Na verdade, além deles, fiquei sabendo depois, também foi necessária a tradução de uma apresentação previamente gravada e ilustrada da professora Ornella Luorio (italiana). Resultado: recorreram a mim, e eu adorei a experiência!

Todos os professores (brasileiros e estrangeiros) que capitanearam o evento foram extremamente receptivos e amigáveis tanto comigo quanto com o público presente, que praticamente encheu o anfiteatro da instituição. Quanto às apresentações dos estrangeiros, felizmente, elas foram intercaladas por uma apresentação em língua portuguesa, o que me deu alguns minutos de descanso físico e mental. Great!

Daniela Perrotti, além de mais extrovertida e curiosa, tinha um inglês mais claro e compreensível do que o do Zhiwen Luo que, por causa do seu perfil e educação oriental, era mais calado e observador, além de ter um sotaque mais carregado (e tom de voz mais grave e baixo/tímido) do que o da sua colega de faculdade. Apesar disso, ouvir e traduzir em seguida o que ambos disseram se mostrou algo muito mais fácil de ser feito do que o que veio a seguir: traduzir os (longos) trechos de gravação via computador/datashow da italiana Ornella Luorio, cuja dicção e qualidade do som eram mais complexos, e nem sempre soavam tão claramente aos meus ouvidos, devo confessar.

No fim das contas, esta foi uma experiência muito interessante e gratificante, além de rara de acontecer, infelizmente. Quero aqui, publicamente, portanto, agradecer aos responsáveis pelo evento do Mestrado do Departamento de Geografia pela oportunidade que me foi dada e principalmente aos dois professores da Universidade de Reading, que se mostraram bastante acessíveis e modestos, apesar da importância que ambos desfrutam no meio acadêmico em função das suas pesquisas e dos seus trabalhos científicos, o que demonstra (creio) o real interesse e respeito que eles têm pela nossa realidade geográfica e também pela nossa produção acadêmica.

Ganhou muito, vale ressaltar, aliás, geográfica e linguisticamente falando, quem se fez presente na solenidade educacional, for sure!

P.S.: Antes e depois do evento, eu fiquei aqui pensando com os meus botões sobre o porquê de o Departamento de Letras (Inglês) do campus local da UFMT (através do seu Centro de Línguas, talvez) não ter colaborado neste sentido com o Departamento de Geografia da mesma instituição. Food for thought.

Fonte | Jerry Mill -Mestre em Estudos de Linguagem (UFMT), conselheiro da Associação Livre de Cultura Anglo-Americana (ALCAA), membro-fundador da ARL (Academia Rondonopolitana de Letras), associado honorário do Rotary Club de Rondonópolis e autor da biografia Lamartine da Nóbrega – Uma História Como Nenhuma Outra

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