Valor foi gasto em menos de um ano com limpeza de bolsões de lixo espalhados pela cidade
A Prefeitura de Rondonópolis gastou cerca de R$ 4,5 milhões em apenas 11 meses para limpar bolsões de lixo irregular espalhados pela cidade. O valor, considerado alto, reacende o debate sobre o descarte incorreto de resíduos por parte da população.
De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária (Semmaap), os gastos envolvem a retirada dos materiais, limpeza dos locais, transporte e descarte adequado no aterro sanitário.
Problema começa na própria população
Os bolsões de lixo são formados, principalmente, pelo descarte irregular de:
- Móveis usados
- Eletrodomésticos inutilizados
- Restos de construção
- Podas de árvores
- Materiais diversos
Além do impacto financeiro, a prática compromete a qualidade de vida dos moradores das regiões afetadas, gerando sujeira, mau cheiro e riscos à saúde.
Mapeamento tenta conter avanço
Para enfrentar o problema, o município realizou um mapeamento das áreas mais críticas, permitindo ações mais rápidas de limpeza e monitoramento.
Segundo o secretário de Meio Ambiente, Álvaro Fachim, o gasto poderia ser evitado com atitudes simples da população:
“Todo esse custo poderia ser evitado caso a população utilizasse os Ecopontos para o descarte adequado.”
Onde descartar corretamente em Rondonópolis
A cidade conta atualmente com quatro Ecopontos disponíveis para a população:
- Residencial Paiaguás
- Vila Paulista
- Rodovia do Peixe
- Vila Operária
Os locais funcionam todos os dias, das 6h às 18h, inclusive aos finais de semana.
O que pode ser levado aos Ecopontos
Nos pontos de coleta, é possível descartar gratuitamente:
- Móveis e eletrodomésticos
- Entulhos e restos de obra
- Podas de árvores
- Plásticos, papelão e metais
- Equipamentos eletrônicos
Impacto direto no bolso da população
Embora o descarte irregular seja feito por moradores, o custo da limpeza recai sobre o poder público — e, consequentemente, sobre toda a população.
Especialistas alertam que esse tipo de gasto reduz recursos que poderiam ser investidos em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
Conclusão
O alto valor gasto com limpeza urbana mostra que o problema vai além da sujeira: trata-se de uma questão de consciência coletiva. O uso correto dos Ecopontos pode evitar desperdício de dinheiro público e contribuir para uma cidade mais limpa e organizada.










