Rondonópolis enfrenta um dos maiores desafios ambientais dos últimos anos. Em apenas 12 meses, a Prefeitura retirou cerca de 9,8 mil toneladas de lixo descartado irregularmente, volume equivalente a aproximadamente 1.500 caminhões carregados.
Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária (Semmaap) e acendem um alerta sobre o comportamento da população e os impactos ambientais na cidade.
Volume impressiona e mostra gravidade do problema
Todo o material recolhido veio dos chamados “bolsões de lixo”, pontos onde há descarte irregular frequente.
Entre os principais resíduos encontrados estão:
- Entulho da construção civil
- Móveis velhos
- Eletrodomésticos inutilizados
- Galhos e restos de poda
- Lixo doméstico
Considerando que cada caminhão transporta até 6,5 toneladas, foi necessária uma verdadeira operação contínua para retirar os resíduos e encaminhá-los ao aterro sanitário.
Descarte irregular é o maior problema ambiental
Segundo o secretário Álvaro Fachin, o descarte irregular se tornou o principal problema ambiental de Rondonópolis.
Mesmo com limpeza constante, o cenário se repete:
- Os mesmos pontos voltam a acumular lixo
- A população insiste em descartar de forma irregular
- Os bolsões surgem próximos aos ecopontos
“Esses locais são limpos inúmeras vezes, mas há reincidência”, destacou.
Multas podem chegar a R$ 4 milhões
A Prefeitura intensificou a fiscalização e aplica multas pesadas para quem for flagrado descartando lixo irregularmente.
Os valores variam de:
- R$ 2.300 até R$ 4 milhões, dependendo do caso
Além disso, o infrator pode responder:
- Na esfera administrativa
- Na esfera civil
- Na esfera criminal
Onde descartar corretamente em Rondonópolis
Para evitar o problema, o município disponibiliza ecopontos gratuitos para a população.
Atualmente, existem unidades nos seguintes locais:
- Residencial Paiaguás
- Vila Paulista
- Rodovia do Peixe
- Vila Operária
Os ecopontos funcionam todos os dias, inclusive fins de semana, das 6h às 18h.
Podem ser descartados:
- Sofás, camas e móveis em geral
- Geladeiras, fogões e eletrodomésticos
- Entulho, gesso e restos de obra
- Galhos e podas
- Papel, plástico, metal e eletrônicos
O número impressionante de 9,8 mil toneladas de lixo retiradas em um ano mostra que o problema vai além da limpeza urbana — é uma questão de conscientização.
Enquanto a Prefeitura intensifica a fiscalização, a colaboração da população é essencial para evitar novos bolsões e manter a cidade limpa.










