Rondonópolis chega a US$ 2 bilhões em exportações e dispara na liderança de Mato Grosso



Município registra alta de 14,6% nas vendas ao exterior em apenas oito meses e já aparece como o 18º maior exportador do Brasil

Rondonópolis atingiu uma marca histórica no comércio exterior em 2026. Entre janeiro e agosto, o município movimentou US$ 2 bilhões em exportações, crescimento de 14,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Com o resultado, a cidade manteve a liderança entre os municípios de Mato Grosso e alcançou a 18ª posição entre os maiores exportadores do Brasil.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e foram divulgados na última sexta-feira (4).

O desempenho coloca Rondonópolis entre os principais polos de comércio exterior do país e reforça a importância do município para a economia de Mato Grosso.

US$ 2 bilhões vendidos para outros países

Somente nos oito primeiros meses de 2026, as empresas instaladas em Rondonópolis foram responsáveis por US$ 2 bilhões em produtos enviados ao mercado internacional.

O valor corresponde a 8,8% de todas as exportações de Mato Grosso no período e a 0,8% das exportações brasileiras.

Na prática, a cada US$ 100 exportados por Mato Grosso entre janeiro e agosto, aproximadamente US$ 9 tiveram origem em Rondonópolis.

Importações também disparam

Se as exportações chamam atenção, as importações registraram um crescimento ainda mais expressivo.

Rondonópolis importou US$ 798,7 milhões nos oito primeiros meses do ano, um salto de 124% na comparação com janeiro a agosto de 2025.

O município também liderou as importações entre as cidades de Mato Grosso. O volume representa 44,9% de tudo que o Estado importou no período e 0,4% das importações brasileiras.

Rondonópolis fecha período com superávit de US$ 1,2 bilhão

A diferença entre o que o município vendeu e comprou do exterior resultou em um superávit comercial de aproximadamente US$ 1,2 bilhão.

Foram US$ 2 bilhões em exportações contra US$ 798,7 milhões em importações.

O resultado mostra que Rondonópolis continua sendo uma importante porta de entrada e saída de produtos ligados ao agronegócio e à cadeia de produção instalada na região.

China é principal destino das exportações

A China foi o principal destino dos produtos exportados por Rondonópolis.

O país asiático respondeu por 34% de todas as exportações do município entre janeiro e agosto.

Do outro lado da balança comercial, o Canadá foi o principal fornecedor de produtos para Rondonópolis, representando 30,2% das importações realizadas no período.

Soja e derivados dominam as exportações

Os números também mostram a forte presença do agronegócio na pauta de exportações de Rondonópolis.

O principal produto vendido ao exterior foi a torta e outros resíduos sólidos resultantes da extração do óleo de soja, responsável por 39,8% das exportações.

Na sequência aparecem:

  • Soja: 34%;
  • Algodão: 11,6%;
  • Carne bovina: 6,3%.

Juntos, esses produtos ajudam a explicar a força de Rondonópolis no comércio internacional e a importância estratégica do município para o agronegócio de Mato Grosso.

Fertilizantes representam mais de 93% das importações

Nas compras realizadas no exterior, os adubos e fertilizantes tiveram ampla predominância.

O segmento respondeu por mais de 93% das importações de Rondonópolis no período.

Os inseticidas aparecem na segunda posição, representando 4,2% do total importado.

O perfil das importações também evidencia a ligação direta entre o comércio exterior e a produção agrícola da região, já que fertilizantes e defensivos são utilizados diretamente na cadeia do agronegócio.

Rondonópolis ganha cada vez mais peso na economia nacional

Com US$ 2 bilhões exportados em apenas oito meses, Rondonópolis consolida sua posição como um dos principais municípios brasileiros no comércio internacional.

Além da liderança em Mato Grosso, a 18ª colocação no ranking nacional coloca a cidade em destaque entre os grandes polos exportadores do país.

O resultado também reforça o peso do município na economia estadual, especialmente pela combinação entre produção agropecuária, indústria, logística e comércio exterior.

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