Por meio da campanha nacional “Tem Cara de Golpe”, a ABBC reforça seu compromisso com a segurança digital, ajudando os cidadãos a reconhecer fraudes e golpes, proteger seus dados e evitar prejuízos causados por criminosos
Com o avanço da digitalização de serviços públicos e o lançamento de grandes programas de apoio financeiro e social, criminosos têm refinado suas táticas para enganar a população. Para combater as fraudes, a ABBC (Associação Brasileira de Bancos) por meio da campanha “Tem Cara de Golpe”, alerta o cidadão em defesa contra os golpistas. O foco central da iniciativa é a conscientização das abordagens mais comuns, que geralmente utilizam falsas promessas de agilidade em processos, descontos milagrosos ou liberação imediata de recursos em nome de órgãos oficiais.
O CEO da ABBC, Leandro Vilain, destaca que o avanço tecnológico trouxe facilidades, mas também abriu brechas para a engenharia social personalizada e sofisticada. “Os criminosos não atacam apenas o sistema financeiro, mas a esperança das pessoas em melhorar de vida ou limpar o nome por exemplo. Por isso, a informação é o ingrediente mais eficiente contra o crime digital”.
A campanha ‘Tem Cara de Golpe’ aponta que os criminosos costumam utilizar a popularidade de programas governamentais para aplicar golpes, criando falsas promessas e simulando comunicação oficiais. No caso do ‘Minha Casa, Minha Vida’, as fraudes podem envolver promessas de “fura-fila” ou a suposta aprovação garantida de financiamento mediante pagamento de taxas antecipadas por Pix ou boletos falsos. Tática semelhante pode ser vista envolvendo o ‘Desenrola Brasil’, onde plataformas e aplicativos falsos imitam o programa do governo para oferecer renegociações de dívidas atrativas, embolsando o dinheiro que deveria ir para os credores.
Segundo a ABBC, o cidadão precisa entender que órgãos públicos nunca pedem pagamentos antecipados ou transferências para liberar benefícios. Para não cair nessas armadilhas, a população deve ficar atenta aos sinais de alerta. Mensagens que geram senso de urgência, com frases sobre prazos finais que expiram no mesmo dia, devem sempre despertar suspeitas. Outro ponto crítico são os links recebidos por mensagem. Os portais oficiais do Governo Federal utilizam o domínio “.gov.br”. Antes de fornecer informações pessoais ou realizar qualquer pagamento, confirme se o endereço eletrônico pertence efetivamente ao órgão oficial. Abordagens privadas no WhatsApp, feitas por supostos atendentes, também devem ser ignoradas.
A orientação definitiva da campanha “Tem Cara de Golpe” é parar e não clicar. O cidadão deve sempre buscar os canais oficiais, digitando o endereço do portal Gov.br diretamente no navegador ou procurando o atendimento em postos do CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) a depender do tema. Caso a fraude se concretize, a recomendação é comunicar a instituição financeira imediatamente e registrar um Boletim de Ocorrência.
Campanha nacional
Lançado há mais de dois anos, o site da campanha “Tem Cara de Golpe”, da ABBC, oferece um guia completo e interativo focado na educação e prevenção contra os principais golpes e fraudes financeiras em circulação no país. Ao acessar o portal, o usuário encontra descrições detalhadas dos tipos mais comuns, como o Golpe do Falso Motoboy, crimes praticados via WhatsApp, Falsa Central, phishing e outros. O site também explica como os criminosos atuam em cada situação. As informações e dicas têm o objetivo de auxiliar o público a identificar sinais de que uma situação tem cara de golpe.
Na página da campanha, ainda é possível acessar materiais educativos em diversos formatos, como vídeos e o “ABC da Segurança”, que reforçam as orientações e apresentam exemplos práticos de proteção no dia a dia.
Sobre a ABBC
A ABBC – Associação Brasileira de Bancos é uma entidade sem fins lucrativos, instituída em 1983, com o objetivo de colaborar com o aperfeiçoamento do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil. Atualmente, a entidade reúne mais de 100 instituições associadas — entre bancos, cooperativas de crédito, instituições de pagamento e financeiras — e está entre as principais organizações representativas do sistema financeiro. Entre seus eixos estratégicos estão representatividade institucional, prevenção a fraudes e cibersegurança e o estímulo à competitividade no mercado financeiro.











