Seca e calor extremo exige atenção redobrada com os animais de estimação



O Centro-Oeste brasileiro entrou, mais uma vez, na temporada do calor intenso e da baixa umidade do ar. É uma época que exige cuidados redobrados com crianças, idosos e, também com aqueles que muitas vezes dependem exclusivamente de nós para sobreviver: os animais de estimação. Eles não conseguem dizer quando estão sofrendo, mas demonstram, de diferentes formas, que o calor pode ser tão perigoso para eles quanto para qualquer ser humano.

Um dos erros mais comuns é acreditar que, porque o cachorro gosta de passear, qualquer horário é adequado. Não é. O asfalto, o concreto e até mesmo as calçadas podem atingir temperaturas capazes de provocar queimaduras nas patas dos animais em poucos minutos. Sempre digo aos tutores: antes de sair para passear, coloque a palma da mão no chão por alguns segundos. Se estiver quente para você, estará ainda pior para o seu pet. O passeio deve acontecer nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde, quando o solo já perdeu parte do calor acumulado.

Outro cuidado indispensável é garantir água limpa e fresca durante todo o dia, além de locais protegidos do sol, bem ventilados e confortáveis. Cães e gatos têm uma capacidade limitada de regular a temperatura corporal e podem sofrer rapidamente com desidratação e hipertermia. Respiração muito acelerada, excesso de salivação, apatia, dificuldade para caminhar e desmaios são sinais de alerta que exigem atendimento veterinário imediato.

Também é importante lembrar que nem todos os animais reagem da mesma forma ao calor. Filhotes, idosos, animais obesos e raças de focinho curto, como pug, bulldog, shih-tzu e boxer, são ainda mais vulneráveis. Eles precisam de atenção especial, evitando exercícios intensos e exposição prolongada ao sol. Pequenas atitudes fazem uma enorme diferença para preservar a saúde e evitar sofrimento desnecessário.

Cuidar de um animal é muito mais do que oferecer alimento. É observar, proteger e compreender que eles sentem sede, calor, dor e medo. O respeito à vida também se manifesta nos detalhes do dia a dia. Quando protegemos um animal do calor excessivo, evitamos uma queimadura nas patas ou garantimos um lugar fresco para descansar, estamos praticando aquilo em que mais acredito: a compaixão. E a compaixão sempre começa com gestos simples, mas capazes de transformar vidas.

Via | Jane Zanetti é empresária, presidente da Fundação Jane Zanetti, advogada, há 20 anos atua na causa animal e ambiental

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