Mulher morre após explosão durante ritual em terreiro de candomblé



Uma mulher morreu após passar 25 dias internada em estado grave depois de sofrer queimaduras durante uma cerimônia religiosa em um terreiro de candomblé no Rio de Janeiro. O caso aconteceu em Realengo, na Zona Oeste da capital fluminense, e está sendo investigado pela Polícia Civil.

A vítima foi identificada como Caroline Pinto dos Santos, que teve aproximadamente 65% do corpo queimado durante o acidente. Ela estava internada no Hospital Pedro II, em Santa Cruz, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu nesta quinta-feira (9).

Acidente aconteceu durante cerimônia religiosa

De acordo com informações divulgadas pela imprensa do Rio de Janeiro, o acidente ocorreu durante um ritual realizado dentro de um terreiro de candomblé. Registros feitos no local mostram que as chamas se espalharam rapidamente após a adição de um líquido inflamável em um recipiente que já continha fogo.

As imagens, que circulam nas redes sociais e em veículos de comunicação, registram o momento do acidente e a tentativa dos participantes de socorrer a vítima.

Família cobra responsabilização

Caroline deixa três filhas. Após a confirmação da morte, familiares manifestaram revolta e pediram justiça pelo caso.

Segundo relatos divulgados pela imprensa, a irmã da vítima questiona a versão apresentada por responsáveis pelo terreiro e cobra a identificação dos envolvidos na condução da cerimônia onde ocorreu o acidente.

A família também afirma que algumas pessoas ligadas ao ritual não foram mais localizadas após o ocorrido.

Responsável por ritual divulga nota

Uma mulher que se apresentou como yalorixá e responsável pela cerimônia publicou uma nota de esclarecimento nas redes sociais antes de desativar seus perfis.

No comunicado, ela afirmou que o ritual possuía caráter particular e era conduzido exclusivamente por ela e pelo marido. A responsável classificou o episódio como um acidente inesperado e lamentável.

Ainda segundo a nota, o dirigente principal do terreiro não teria participação na utilização do combustível que teria provocado a rápida propagação das chamas.

Polícia Civil investiga o caso

O caso foi registrado na 35ª Delegacia de Polícia, em Campo Grande, no Rio de Janeiro. A Polícia Civil apura as circunstâncias do acidente e deverá analisar imagens, ouvir testemunhas e verificar possíveis responsabilidades.

A investigação busca esclarecer se houve negligência, imprudência ou qualquer outra conduta que tenha contribuído para a tragédia.

Debate sobre segurança

A morte de Caroline também reacendeu discussões sobre os cuidados necessários em cerimônias e eventos que utilizam fogo ou materiais inflamáveis.

Especialistas alertam que líquidos combustíveis podem provocar explosões repentinas e aumentar significativamente o risco de queimaduras graves quando utilizados próximos a chamas abertas.

Foto | Reprodução

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