Mulher é morta a tiro dentro de casa em MT; companheiro foge com as duas filhas após confessar crime



Suspeito ligou para os próprios pais dizendo que havia matado a companheira. Crianças estavam na residência no momento do crime e foram levadas pelo homem.

Uma mulher identificada como Valquíria Araújo Lopes da Silva, de 29 anos, foi vítima de feminicídio dentro da própria casa no município de Aripuanã, a 976 quilômetros de Cuiabá. O crime aconteceu no domingo (28), no bairro Vila Operária, e o principal suspeito é o companheiro da vítima, de 28 anos, que segue foragido.

De acordo com a Polícia Civil, Valquíria foi atingida por um disparo de arma de fogo na região do peito e morreu ainda no local.

Suspeito confessou o crime aos pais

Segundo as investigações, o caso começou a ser descoberto após o suspeito telefonar para os próprios pais e informar que havia matado a companheira.

A conversa foi ouvida pela filha mais velha da vítima, que comunicou o fato à avó materna. A mulher acionou imediatamente as forças de segurança.

Quando equipes da Polícia Militar chegaram à residência, encontraram Valquíria já sem sinais vitais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou a morte.

Filhas foram levadas após o feminicídio

Conforme a Polícia Civil, as duas filhas do casal estavam na residência quando o crime aconteceu.

Após matar a companheira, o suspeito deixou o local dirigindo uma caminhonete vermelha e levou as crianças. Até a última atualização desta reportagem, ele não havia sido localizado.

As autoridades realizam buscas para encontrar o homem e garantir a segurança das crianças.

Polícia investiga o caso

O caso é tratado como feminicídio e está sendo investigado pela Polícia Civil de Aripuanã.

As diligências continuam para esclarecer a dinâmica do crime, localizar o suspeito e recuperar as duas crianças levadas por ele após o assassinato.

O que é feminicídio?

O feminicídio é o assassinato de uma mulher motivado por violência doméstica e familiar ou por menosprezo à condição de mulher. O crime é considerado hediondo pela legislação brasileira e prevê penas mais severas para os autores.

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