De acordo com um levantamento da Secretaria Estadual de Saúde, o risco de contaminação da doença no estado é considerado moderado.

Os registros de dengue no 1º trimestre deste ano já somam 6.707 casos em Mato Grosso. O levantamento feito pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) contabiliza o período entre janeiro e 21 de março deste ano. Segundo a pesquisa, o risco de contaminação no estado é considerado moderado.

Os dados são do informe epidemiológico de dengue, chikungunya e zika da SES-MT.

Em relação ao número de casos notificados no primeiro trimestre, foram 11.006.

Segundo o levantamento, no período analisado foi confirmado um óbito pela dengue, porém, ainda não foram contabilizados os casos de duas crianças que morreram nesse domingo (26) em Primavera do Leste e Rondonópolis. A SES ainda investiga cinco outras mortes pela dengue que não foram confirmadas.

No mesmo período do ano passado foram confirmadas cinco mortes pela dengue.

Dengue nos municípios

Cuiabá já registrou 251 casos de dengue nos três primeiros meses deste ano. Em Várzea Grande, região metropolitana da capital, foram registrados 84 casos entre janeiro e 21 de março deste ano. Nesses dois municípios, o risco é considerado baixo.

Em Rondonópolis, município onde uma criança de 9 anos morreu com a doença nesse domingo (26), já foram confirmados 427 casos de dengue. No mesmo período do ano passado foram 58 registros, o que mostra um aumento de 636%. Por isso, o risco de contaminação no município é considerado moderado, segundo o levantamento.

No município de Primavera do Leste, já foram confirmados 1.409 casos no primeiro trimestre deste ano. Segundo a secretaria, o risco de incidência na cidade é considerado alto.

Mortes desse domingo (26)

A Secretaria Municipal de Saúde de Rondonópolis informou que uma criança, de 9 anos, chegou no Pronto Atendimento Infantil na quinta-feira (23), com queixa de febre, dor no corpo e vômito. Pouco tempo depois, apresentou piora com alteração de exames laboratoriais que apontaram o quadro de dengue hemorrágica.

No dia seguinte, segundo a Saúde, a criança foi avaliada novamente pela equipe médica, que apontou a necessidade de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Em Primavera do Leste, um bebê indígena de um ano morreu após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na quarta-feira (22), com dengue e sinais de desnutrição. A Prefeitura disse que o bebê era de General Carneiro e tinha sinais de desnutrição.

Segundo o município, foi solicitado ao estado, com urgência, uma vaga de UTI pediátrica, mas a equipe foi informada que havia outras 32 crianças na fila. Devido à gravidade do estado de saúde, o bebê permaneceu internado na unidade de saúde, mas não resistiu às complicações e morreu neste fim de semana.

Via | G1   Foto | Divulgação
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