As mostras trazem produções de povos do Xingu, Sul da Amazônia, Amazônia Oriental, Calha Norte e Noroeste Amazônico, reunindo muitas etnias, além de fotografias e vídeos de Rafael Costa
A Coleção BEĨ está em cartaz por diversas cidades no país. Em Minas Gerais, a mostra “Bancos Indígenas do Brasil“ pode ser conferida nas cidades de Uberlândia, no Museu Universitário de Arte (MUnA), e em Araxá, no Teatro Municipal Maximiliano Rocha. Em Cuiabá, Mato Grosso, a mesma exposição ocupa a Galeria Lava Pés, e também em Curitiba, Paraná, o MON – Museu Oscar Niemeyer. Já no Rio de Janeiro, a exposição “Sente-se: A Coleção BEĨ em Diálogo” está em cartaz na capital, no CRAB – Centro SEBRAE de Referência do Artesanato Brasileiro.
A curadoria das mostras, assinada por Marisa Moreira Salles e Tomas Alvim, reuniu diversos bancos de mais de 30 etnias, compondo um recorte representativo da diversidade e sofisticação da produção de bancos indígenas no Brasil. Entre as etnias encontram-se Karajá, Saterê-Mawê, Tukano, Xipaya, Waiwai, Tapirapé, Yudjá e Tiryó e outras. A entrada das exposições é gratuita, e ficam em cartaz para visitação até 2023, exceto em Curitiba.
“O conjunto de bancos aqui apresentados revela a dialética entre a arte e o artefato, o objeto sagrado e a mercadoria, a tradição e a experimentação. Embora tenham peso simbólico e ritualístico, eles respondem também à demanda de compradores e colecionadores; são modelos fabricados com técnicas antigas, transmitidas de geração a geração, mas são também obras únicas, nas quais é possível reconhecer não apenas a cultura de que provêm, mas também o estilo único daquele que as talhou – a marca do autor, que não se confunde com o grupo”, comenta a curadora Marisa Moreira Salles.
O grafismo e formato das peças espelham o universo cultural e a cosmologia de cada etnia que os criou. Os bancos são geométricos ou zoomórficos, refletindo a diversidade da fauna das regiões de que provêm; entre os animais mais representados estão o tamanduá, a anta, a onça e os pássaros.
“A preservação dos padrões tradicionais e primitivos de produção revelam a extrema sofisticação estética das civilizações que floresceram no Brasil pré-colonial. Dessa forma, a partir deste único objeto, o banco, pode-se reconstruir toda a variedade, a diversidade e o refinamento das culturas ancestrais brasileiras que permanecem vivas”, complementa o curador Tomas Alvim.
Confira os serviços:
Bancos Indígenas do Brasil no Museu Universitário de Arte-MUnA (Uberlândia – MG)
Endereço: R. Cel. Manoel Alves, 309 – Fundinho, Uberlândia – MG
Telefone: (34) 3231-9121
E-mail: munadivulgacao@gmail.com
Horário de funcionamento: terça a sexta-feira, das 9h às 18h; sábado e domingo: 13h às 17h.
Período de visitação: Até 15/01/2023
Gratuito
Bancos Indígenas do Brasil no Teatro Municipal Maximiliano Rocha (Araxá – MG)
Endereço: Av. Antônio Carlos, s/nº Centro
Telefone: (34) 3691-7011
E-mail: teatro@fundacaocalmonbarreto.
Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 08h às 18h, sábados das 8h às 12h
Período de visitação: Até 18/03/2023
Gratuito
Bancos Indígenas do Brasil na Galeria Lava Pés (Cuiabá – MT)
Endereço: Av. José Monteiro de Figueiredo, 510 – Duque de Caxias.
Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 08h às 18h
Período de visitação: Até 24/03/2023
Gratuito
Bancos Indígenas do Brasil no MON – Museu Oscar Niemeyer (Curitiba – PR)
Endereço: Rua Marechal Hermes 999 – Centro Cívico | Sala 6
Telefone: (41) 3350-4400
Horário de funcionamento: Terça a Domingo – 10h às 17h30 (permanência até 18h)
Período de visitação: Até 18/12/2022
Ingressos: R$ 30,00 |R$ 15,00 (meia-entrada) – Venda de ingressos até 17h30
https://www.
Sente-se: A Coleção BEĨ em Diálogo no CRAB (Rio de Janeiro – RJ)
Endereço: Praça Tiradentes, 69 – Centro, Rio de Janeiro
Telefone: (34) 3231-9121
Horário de funcionamento:
Período de visitação: Até 04/03/2023
https://crab.sebrae.com.br/











