Secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, constatou várias irregularidades como a falta de medicamentos, precariedade estrutural e atraso no pagamento de salários.
A partir desta sexta-feira (04), a administração do Hospital Regional de Rondonópolis passa a ser gerida pelo Governo do Estado e não mais pela empresa Gerir, organização social que era responsável pela unidade.
A determinação é do secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, que estima conseguir uma redução de gastos da unidade na ordem de 30% após a retomada da administração.
Assim que assumiu o cargo, nessa quarta-feira (2), Gilberto viajou a Rondonópolis para vistoriar as condições do hospital, assim como a situação administrativo-financeira.
Na ocasião, foram constatadas várias irregularidades como a falta de medicamentos, precariedade estrutural e atraso no pagamento de salários.
“Fiz reuniões com os gestores, com os técnicos, médicos e servidores e concluí que a melhor alternativa é a Secretaria de Saúde passar a gerir a unidade”, destacou.
O secretário ressaltou que o hospital regional conta com uma equipe de cerca de 700 servidores e custa quase R$ 9 milhões ao mês aos cofres do Estado. Este valor, conforme Gilberto, será reduzido por meio da revisão, rescisão e renegociação dos contratos com os prestadores de serviços.
“Nos serviços com alimentação e lavanderia, por exemplo, podemos diminuir a despesa em mais de 50%”, explicou. O secretário deve definir nos próximos dias o servidor que ficará responsável pela direção do hospital.
Intervenção
A Justiça Federal determinou no dia 23 de novembro a intervenção total do estado no Hospital Regional de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, e o bloqueio de R$ 13 milhões do estado, que deveriam ser repassados para a unidade de saúde, além de R$ 3 milhões do Instituto Gerir, Organização Social (OS) que administrava o hospital.
A intervenção foi determinada por causa de problemas estruturais na unidade, além da falta de insumos básicos e atraso no pagamento dos funcionários.
Fonte | G1










