Quem já fez algum curso livre de idiomas sabe: para chegar à certificação máxima emitida por esta ou aquela instituição de ensino, é preciso muito mais que dezoito meses de aula ou, em outras palavras, bem mais que apenas três módulos ou livros. Na verdade, e em média, a depender da languageschool a que estamos nos referindo, são necessários ao menos três anos e meio (ou sete livros/semestres) para que o curso seja concluído. É praticamente um curso universitário, não é mesmo?

Colocando isso na frieza dos números, podemos chegar a dados impressionantes. Por exemplo: se cada livro custar 350 reais, sete livros custarão 2.450 reais. Se o valor da mensalidade for também de 350 reais, o custo anual será de 4.200 reais. Multiplicados por três anos e meio, o valor final é bastante considerável, você não acha?

Por isso que impressiona (e preocupa) a existência do fenômeno que se vê no dia a dia das escolas de idiomas: aprendizes, em qualquer idade escolar, mantêm o hábito de chegar atrasado ou faltar às aulas, não fazer a tarefa dada, “esquecer” de estudar quando não há aula, etc. Resultado: notas (não muito) razoáveis, dúvidas e dificuldades que vão se acumulando e a tendência de ser incapaz de ouvir, falar, ler e escrever com qualidade (e fluência, claro!) quando chegam aos estágios finais. Quando isso acontece (e como acontece!), a palavra mais usada é “frustração”, ou a expressão “Se eu…”.

E, muito mais com a intenção de aconselhar do que de ser sarcástico, eu às vezes advirto um ou outro aluno (ou uma ou outra turma) para que se empenhem mais, emendando um bordão já conhecido: “Ou você vai deixar para estudar (inglês) só quando terminar o curso?” Sei que parece maldade, mas é exatamente isso o que acontece, caso o aluno não seja advertido a tempo, e esteja disposto a dedicar mais minutos do seu “precioso tempo” para dar a devida atenção a essas atividades essenciais. Okay?

  BATATA INGLESA Reflexões linguísticas by Jerry Mill

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