O coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Colíder, a 648 km de Cuiabá, Gustavo Freire Borges, de 35 anos, foi feito refém e sofreu agressões por parte de indígenas da etnia Kayapó nessa sexta-feira (19), na sede da instituição no município. O servidor ficou ferido e recebeu atendimento médico, mas já está em casa.

A Polícia Civil informou que registrou o caso como sequestro por meio de força muscular e arma cortante ou perfurante, e que não houve prisão “tendo em vista a quantidade de indígenas envolvidos e pouco efetivo policial no local”. Seriam cerca de 50 indígenas, armados com arco, flecha e outras ferramentas.

Em entrevista à TV Centro América, uma funcionária da Funai em Colíder disse que os indígenas exigem a exoneração de Borges, que assumiu o cargo no lugar de Patxon Metuktire, neto do cacique Raoni. Os kaiapós querem que alguém da etnia deles seja o coordenador regional da Fundação.

Sequestro e agressão

As polícias Civil e Militar disseram que o funcionário foi feito refém pelos indígenas por volta das 8h, na sede da Funai. Aproximadamente 50 indígenas estavam no local, exigindo que Borges fosse exonerado do cargo de coordenador regional.

Segundo a Polícia Civil, um antigo coordenador da Funai tentou negociar a libertação da vítima, mas os indígenas negaram o pedido e impediram a entrada dos policiais para conversar.

Borges contou aos policiais que conseguir fugir, por volta das 19h40, espirrando spray de gengibre nos indígenas. Ele chegou a entrar dentro de uma viatura de agentes de trânsito, mas foi retirado pelos kaiapós e agredido com socos, chutes e empurrões, sendo levado de volta à sede da Funai.

Após negociações da PM e Polícia Civil com os indígenas, a vítima foi liberada, já por volta das 22h30.

O funcionário foi encaminhado para atendimento médico em um hospital do município, mas já foi liberado. Ele está com ferimentos e hematomas pelo corpo.

Via | G1
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