Material ilícito estava em um cobertor e em um colchão, que seriam entregues por familiares a um dos reeducandos

Aproximadamente 300 gramas de substância análoga a maconha foram encontrados em roupas de cama que seriam entregues a um reeducando da Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa (Mata Grande), em Rondonópolis. Na manhã desta quinta-feira (29.10), um dos cães farejadores que compõem o canil da unidade e que estava no corpo de guarda identificou o odor em um cobertor e um colchão.

Ao perceber o comportamento do animal, um homem que levou o material conseguiu fugir. Já uma mulher que estava mais próxima do corpo de guarda alegou que é menor de idade, e foi encaminhada para o Centro Integrado de Segurança e Cidadania (CISC) da cidade, para as providências necessárias.

Desde que os cães foram integrados ao canil da Penitenciária, em 2016, já foram frustradas várias tentativas de inserir objetos ilícitos na unidade. “É uma ação complementar às medidas de segurança que já temos na unidade, como o scanner corporal, a torre de vigilância, e a expertise do policial penal, que tem funcionado muito bem”, analisa o diretor da Mata Grande, Ailton Ferreira.

O canil possui atualmente seis cachorros, sendo quatro de guarda e dois farejadores. Os que exercem o faro ficam no corpo de guarda, em regime de revezamento, todos os dias, das 7h às 17h. Eles recebem todos os cuidados básicos necessários e tratamento, caso seja necessário, sob supervisão de um profissional zootecnista.

Direito do reeducando

A entrega de materiais de higiene pessoal e roupas de cama e de uso pelo reeducando é direito assegurado pela Lei de Execuções Penais (LEP), e pode ser feita por familiares, após a entrada do reeducando na unidade penal. Para isso, o procedimento de revista é adotado, a fim de evitar a entrada de materiais ilícitos, como drogas, celulares, entre outros.

Fonte | Assessoria 
(Visited 1 times, 1 visits today)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *