Na minha infância e adolescência, eu era fanático pela leitura de histórias em quadrinhos, também conhecidas como HQs. Eu achava tudo aquilo fascinante, embora soubesse, apesar da tenra idade, que havia exageros e devaneios aqui e ali. Tudo isso fruto da fértil capacidade humana de imaginar até mesmo o que nos parece às vezes inimaginável, impossível de existir. Aquelas revistinhas assinadas por Stan Lee e tantos outros autores geniais significaram muito para mim naqueles dias, e elas foram o ponto de partida para o que viria depois, quando eu conheci as obras inigualáveis de Jules Verne, Isaac Asimov e Arthur Conan Doyle, dentre tantos outros escritores maravilhosos que ajudaram a tornar suportáveis algumas daquelas tardes enfadonhas ou tristes que todos nós, de vez em quando, temos o direito de ter em alguma fase da vida.

Hoje, já adulto, quando tenho tempo, eu sinceramente gosto de rever e reler algumas daquelas obras ainda impressionantes dos anos 70, 80 e 90, quando as bancas de revistas ficavam abarrotadas dos mais diversos títulos e opções. Como não havia internet e outras “facilidades” que temos hoje, praticamente tudo era colecionável, passível de troca e palpável, mas nada substituía a leitura, o arroz-com-feijão e a família. Algo muito diferente da realidade que vivemos hoje, em que o mundo virtual, seja através dos jogos ou das séries, foi transformado em artigo de primeira necessidade por pessoas de todas as idades, ávidas por novidades a cada estação, mas em geral alheias ao que realmente importa na vida. Na verdade, tanto os super-heróis quanto nós, seres humanos, já não somos mais os mesmos…

O interessante é que, em meio a toda essa revolução cultural e tecnológica, os super-heróis criados há muitas décadas continuam a encantar novas gerações, só que em outros formatos e, por intermédio de, digamos, algumas adaptações às necessidades dos tempos modernos. E são justamente esses super-seres do planeta Terra ou de outros rincões do universo que podem (ou devem, dependendo do ponto de vista) servir de mote para a aprendizagem da língua inglesa, principalmente para aqueles que gostam das aventuras e acompanham as desventuras dessas criaturas especiais, que hoje em dia podem ser contadas aos milhares.

A propósito, “superhero”, de acordo com o Longman Dictionary of English Language and Culture, é “a character in stories who has special qualities such as great strength, the ability to fly, and special senses, and uses these to help people and to save the world from evil”. Traduzindo: personagem nas histórias (ou estórias) que tem qualidades especiais como grande força, capacidade de voar, e sentidos especiais, e usa esses [talentos] para ajudar as pessoas e salvar o mundo do mal”. Logicamente que, numa acepção mais moderna ou atual, muitos outros adjetivos (nem sempre positivos) podem ser atribuídos à figura de um super-herói, ou super-heroína – já que, felizmente, existem muitas delas por aí também.

Nesse contexto de junção de educação com entretenimento, é possível conseguir um bom número de palavras advindas de nomes de personagens como Batman, Superman, Wolverine, Spider-Man, Captain America, Cyclops, Iron Man, Storm, Beast e Thing, que aparecem no Top 10 do site ranker.com, sobre os 100 super-heróis (e vilões) mais populares das histórias em quadrinhos. Além desses, aparecem Iceman (o Homem de Gelo, na 12ª posição), Wonder Woman (Mulher Maravilha, na 19ª posição) e Daredevil (Demolidor, na 30ª posição). Todos eles podem servir de base para exercícios escritos ou orais, com foco na ortografia e na pronúncia/fala, atividades de colorir, de adivinhar, de oratória etc. – dependendo da idade dos interessados.

Como se vê, é possível aprender ludicamente tendo como tema super-heróis do passado e do presente que aparecem nas histórias em quadrinhos, nos filmes, nos desenhos animados, nas séries, nos jogos, nos produtos licenciados ou em qualquer outro formato, sejam eles da Marvel, da DC ou de qualquer outra editora ou produtora de menor prestígio.

Imagine agora se levássemos em consideração também os vilões, as personagens secundárias, os nomes dos lugares que são mencionados nas tramas, dentre tantas outras possibilidades, dear reader. Já imaginou?

Jerry Mill -Mestre em Estudos de Linguagem (UFMT), presidente da Associação Livre de Cultura Anglo-Americana (ALCAA), membro-fundador da ARL (Academia Rondonopolitana de Letras), associado honorário do Rotary Club de Rondonópolis e autor do livro Inglês de Fachada

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