Alan Malouf foi condenado por organização criminosa e corrupção

 

A juíza Selma Rosane Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, condenou o empresário Alan Malouf a 11 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão, além de 176 dias multa. A condenação é referente a “Operação Grão Vizir”, que o aponta como líder de esquemas na Secretaria Estadual de Educação.

Além dele, a magistrada condenou o engenheiro eletricista Edézio Ferreira da Silva, em  03 anos e 6 meses de reclusão, além de 35 dias-multa. Apesar das condenações, ambos podem recorrer em regime aberto.

A “Operação Grão Vizir” é desdobramento da “Rêmora”, que apura desvio de recursos na execução de obras de reformas e construções de escolas.

Na dosimetria da pena, a magistrada condenou Alan Malouf a 5 anos de reclusão e foi aumentada em 1/6 por conta do “concurso de funcionários públicos”.

Em relação ao crime de corrupção passiva, Malouf foi condenado em 4 anos de reclusão. Porém, a pena foi atenuada em 10 meses por conta de sua confissão.

Por conta da reiteração criminosa, o crime de corrupção passiva foi praticado por 23 vezes, a juíza fixou a pena de 5 anos, 3 meses e 10 dias. “Resulta a soma das penas ora aplicadas em 11 (onze) anos, 01 (um) mês e 10 (dez) dias de reclusão e 176 (cento e setenta e seis dias-multa)”.

Já Edézio foi denunciado apenas pelo crime de organização criminosa. Por conta disso, teve a pena de 3 anos e 6 meses de reclusão.

Ainda na decisão, a juíza determinou o compartilhamento das provas colhidas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) em outras ações, inclusive as que tramitam no Tribunal de Justiça. “No que diz respeito ao pedido de compartilhamento de provas solicitado pelo GAECO às fls. 6353, uma vez que há referências nos autos à participação de autoridades com prerrogativa de foro, autorizo, sem delongas, a providência”.

GRÃO VIZIR

A “Operação Grão Vizir” foi deflagrada em dezembro de 2016 e prendeu Alan Malouf por conta de sua participação em esquemas ocorridos na Secretaria de Educação investigados na “Operação Rêmora”. Ele foi descoberto após delação premiada do empresário Giovani Guizardi, apontado como operador do esquema.

O empresário foi colocado em prisão domiciliar dias depois. Já neste ano, foi teve habeas corpus concedido e cumpre medidas cautelares, como monitoramento eletrônico.

Segundo as investigações, Malouf era um dos líderes das fraudes e principais beneficiários. Ele recebia 25% da propina arrecadada com empresários que executavam obras na pasta.

Em depoimento, ele confessou as fraudes. Segundo ele, o esquema foi montado para recuperar recursos “investidos” na campanha do governador Pedro Taques (PSDB). Malouf informou que atuou como coordenador financeiro da campanha e arrecadou R$ 10 milhões em “caixa 2”.

 

Fonte | FolhaMax.com.br – 23/10/2017

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