Ministério da Saúde publicou 18 documentos com mudanças nas diretrizes de prevenção, diagnóstico e tratamento de diferentes tipos de câncer, incluindo mama, próstata, ovário e melanoma.
O tratamento contra o câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) está passando por uma importante atualização. O Ministério da Saúde anunciou a publicação de 18 documentos que revisam protocolos e diretrizes utilizados para orientar a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento de pacientes oncológicos em todo o país.
A iniciativa busca alinhar as recomendações da rede pública aos avanços científicos e organizar melhor o acesso aos medicamentos e às tecnologias utilizadas no combate à doença.
Entre os tipos de câncer contemplados pelas atualizações estão os de mama, próstata, ovário, estômago, tireoide, rim e melanoma. Também foram incluídas doenças onco-hematológicas, como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo.
Quais tipos de câncer tiveram os protocolos atualizados?
Segundo o Ministério da Saúde, as novas diretrizes abrangem diferentes áreas da oncologia e estabelecem critérios para utilização de medicamentos, exames e outras tecnologias disponíveis no SUS.
Entre os destaques estão:
- Câncer de mama;
- Câncer de próstata;
- Câncer de ovário;
- Câncer de estômago;
- Câncer de tireoide;
- Carcinoma renal de células claras;
- Melanoma;
- Leucemias;
- Linfomas;
- Mieloma múltiplo.
Os documentos também incluem orientações para rastreamento de câncer de intestino e de colo do útero.
Veja quais medicamentos aparecem nos novos protocolos
Um dos principais pontos da atualização é a inclusão de orientações sobre medicamentos utilizados em diferentes tratamentos oncológicos.
Entre os medicamentos contemplados estão:
Para câncer de ovário:
- Olaparibe.
Para câncer de próstata:
- Abiraterona.
Para câncer de estômago:
- Trastuzumabe.
Para melanoma:
- Nivolumabe;
- Pembrolizumabe.
Para câncer de mama:
- Abemaciclibe.
Para doenças onco-hematológicas:
- Lenalidomida;
- Carfilzomibe;
- Brentuximabe vedotina;
- Ponatinibe;
- Asciminibe;
- Blinatumomabe.
Os protocolos também contemplam tecnologias de apoio à avaliação dos pacientes, como o exame PET-CT.
O que muda para quem faz tratamento contra o câncer pelo SUS?
A atualização dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs) estabelece recomendações baseadas nas evidências científicas disponíveis.
Na prática, os documentos orientam médicos, profissionais de saúde e gestores sobre os critérios de diagnóstico, as possibilidades de tratamento, a utilização de medicamentos e o acompanhamento dos pacientes.
Uma das mudanças importantes é a substituição de antigas Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas (DDT) em Oncologia pelos novos protocolos clínicos, acompanhando a reorganização da assistência farmacêutica oncológica.
Isso não significa que todos os medicamentos estarão imediatamente disponíveis em qualquer unidade de saúde. A utilização depende dos critérios previstos nos protocolos, da organização da rede e da implementação da política de assistência farmacêutica.
Ministério da Saúde reorganiza distribuição de medicamentos oncológicos
As mudanças também fazem parte da implementação da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco).
O novo modelo busca reorganizar o financiamento, a aquisição, a distribuição e a dispensação dos medicamentos utilizados no tratamento do câncer pelo SUS.
O trabalho envolve a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), além das secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde e de Atenção Especializada à Saúde.
Novas diretrizes também contemplam prevenção e rastreamento
Além dos tratamentos, o Ministério da Saúde também publicou orientações relacionadas à prevenção e ao diagnóstico precoce.
Entre os documentos estão as Diretrizes Brasileiras de Rastreamento do Câncer de Cólon e Reto e a segunda parte das Diretrizes Brasileiras de Rastreamento do Câncer do Colo do Útero.
Também foi publicado um protocolo sobre o uso da terapia fotodinâmica no tratamento do carcinoma basocelular superficial e nodular.
A atualização busca fortalecer o atendimento oncológico no Brasil, com recomendações mais alinhadas às evidências científicas e critérios padronizados para orientar os cuidados oferecidos pelo SUS.
Com informações da Agência Gov. Foto | Fernando Frazão – Agência Gov










