Revisão do cadastro de luminárias derrubou em 41,43% o valor mensal pago pelo município; economia anual pode chegar a R$ 7,25 milhões
A Prefeitura de Rondonópolis conseguiu reduzir de forma significativa o valor pago mensalmente pela iluminação pública do município. Após uma revisão do cadastro dos pontos de iluminação junto à concessionária de energia, a conta caiu de R$ 1,5 milhão para R$ 854,5 mil.
A redução representa uma economia de R$ 653.027,47 em apenas 30 dias, equivalente a 41,43% do valor que vinha sendo pago.
Com o novo cálculo, a administração municipal estima que poderá economizar aproximadamente R$ 7,25 milhões por ano, valor que poderá ser utilizado em outras áreas consideradas prioritárias.
Como a Prefeitura conseguiu reduzir a conta?
O trabalho foi realizado pelas secretarias municipais de Administração, Gestão de Pessoas e Inovação (SEMAGI) e de Infraestrutura (SINFRA), que fizeram uma revisão do cadastro oficial do parque de iluminação pública.
Durante o levantamento, foram identificadas duplicidades e inconsistências históricas no cadastro dos pontos de iluminação.
O número registrado passou de 36.755 para 36.487 pontos, uma redução de 268 registros.
Mas o principal impacto ocorreu na potência considerada para o faturamento.
Com a substituição de antigas lâmpadas por luminárias de LED, a carga instalada efetivamente utilizada pelo município era inferior àquela considerada anteriormente na cobrança.
O levantamento apontou uma redução de 42,94% na carga instalada faturada.
Município afirma que cadastro não havia sido atualizado
Segundo a Prefeitura, o cadastro formal não havia sido atualizado após a substituição das luminárias realizada por meio do programa MT Iluminado.
Com isso, o município continuava sendo faturado considerando potências superiores às que estavam efetivamente instaladas em diversos pontos da cidade.
A situação foi identificada após levantamentos técnicos realizados pela administração municipal.
A Prefeitura também informou que foram realizados protocolos administrativos e reuniões com a Energisa para apresentar os dados e solicitar a correção do cadastro.
Após a análise, a concessionária aceitou a atualização das informações e adequou o faturamento à realidade atual do parque de iluminação.
De R$ 1,5 milhão para R$ 854 mil
A diferença pode ser observada diretamente nos valores das faturas.
| Período | Valor da conta |
|---|---|
| Antes da revisão | R$ 1.507.536,34 |
| Após a atualização | R$ 854.508,87 |
| Economia mensal | R$ 653.027,47 |
| Redução | 41,43% |
| Projeção anual | R$ 7,25 milhões |
Na prática, a Prefeitura passou a pagar cerca de R$ 653 mil a menos por mês pela iluminação pública.
Economia pode chegar a milhões por ano
Se a redução mensal for mantida, a economia projetada chega a aproximadamente R$ 7,25 milhões ao longo de 12 meses.
O valor representa uma margem significativa para o orçamento municipal e, segundo a administração, poderá ser direcionado para outras demandas e áreas prioritárias.
A revisão também estabelece uma nova divisão de responsabilidades dentro da estrutura municipal.
A SEMAGI ficará responsável pelo controle financeiro e pela auditoria das contas relacionadas à iluminação pública, enquanto a SINFRA continuará responsável pela gestão física do parque de iluminação e pela manutenção da infraestrutura.
Prefeitura diz que revisão evita novos pagamentos indevidos
Além da economia imediata, a atualização do cadastro busca evitar que o município volte a pagar por uma estrutura diferente daquela que realmente está instalada nas ruas.
Com a expansão das luminárias de LED, a atualização permanente das informações passa a ser importante para que a cobrança acompanhe a potência efetivamente utilizada.
Para a Prefeitura, o trabalho representa uma medida de controle dos gastos públicos e fiscalização das despesas municipais.
Rondonópolis economiza mais de R$ 650 mil em apenas um mês
A redução chama atenção pelo impacto imediato: em apenas um ciclo de faturamento, o município deixou de desembolsar mais de R$ 650 mil com a conta de iluminação pública.
Mantido o novo patamar de cobrança, a economia acumulada poderá ultrapassar R$ 7 milhões em um ano, liberando recursos que antes eram destinados ao pagamento da iluminação das ruas e que agora poderão ser aplicados em outras necessidades da cidade.










