Iniciativa desenvolvida em parceria com o DOT Digital Group vai além do cumprimento legal e constrói cultura de inclusão
Instituída há mais de 30 anos, a Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência obriga empresas com 100 ou mais empregados a manter percentuais mínimos de PCDs em seus quadros. Apesar disso, o cenário ainda é de desigualdade. Segundo dados do Censo 2022, o nível de ocupação é de 29,9%, contra 60,7% entre trabalhadores sem deficiência. Dos que trabalham, 55% estão na informalidade. Foi nesse contexto que a AMAGGI, um dos maiores grupos do agronegócio brasileiro com aproximadamente 11 mil colaboradores, decidiu ir além do cumprimento legal. Com um déficit de 105 PCDs no quadro, a empresa buscou o DOT Digital Group para o desenvolvimento de dois cursos de e-learning para transformar a inclusão em um valor estrutural e diário da organização, presente na rotina e nas decisões de todos os colaboradores.
Os cursos, um sobre Diversidade Funcional e outro sobre Assédio no Ambiente de Trabalho, foram desenvolvidos com gamificação, personagens com identidade própria e acessibilidade completa, com janela de Libras e locução integradas em toda a jornada. O projeto também incluiu materiais complementares para gestores.“O maior risco de um treinamento não é a complexidade do tema, mas a indiferença. Conteúdo obrigatório costuma ser tolerado, e tolerância não muda comportamento. Por isso, tratamos os 11 mil colaboradores como uma audiência a ser conquistada, e não como uma lista de presença. Quando a jornada disputa atenção de verdade, a mensagem deixa de ser apenas cumprida e passa a ser lembrada e incorporada à cultura”, afirma Bruno Leonardo, Chief Marketing Officer (CMO) do DOT Digital Group.
Cada curso ganhou um personagem com identidade própria. O de Diversidade Funcional, termo que define a forma de reconhecer diferentes modos de mobilidade, comunicação, cognição e interação, com foco na inclusão e na redução de barreiras no ambiente social e profissional, contou com o Caio e o de Assédio no Ambiente de Trabalho com a Marta, personagens que acompanharam o colaborador ao longo de toda a jornada, tornando a experiência mais envolvente para o público operacional da AMAGGI. O DOT também utilizou Inteligência Artificial para animar os personagens nos vídeos, o que elevou a qualidade visual das peças e acelerou a produção.
O curso de Diversidade Funcional abordou contextualização histórica e legal do tema, letramento sobre capacitismo e vieses inconscientes, linguagem inclusiva e guias práticos para o dia a dia. O de Assédio no Ambiente de Trabalho foi estruturado a partir dos valores da AMAGGI e abordou conceitos de assédio moral e sexual, a diferença entre assédio sexual e importunação sexual, as consequências no ambiente de trabalho e os canais internos de suporte disponíveis aos colaboradores.
Ao final, a AMAGGI confirmou que as expectativas foram superadas. Os cursos passaram a integrar a jornada de todos os colaboradores do grupo, e o fluxo de validação desenvolvido durante o projeto tornou-se referência interna para iniciativas futuras com acessibilidade.













