Chocolate, refrigerante e salgadinhos estão proibidos nas escolas de MT; veja o que muda nas cantinas



Nova regra da Seduc determina a retirada de ultraprocessados das cantinas escolares e exige opções para estudantes com restrições alimentares.

As cantinas das escolas estaduais de Mato Grosso passarão por uma grande transformação. Refrigerantes, chocolates, salgadinhos industrializados, balas e biscoitos recheados estão entre os produtos que não poderão mais ser vendidos nas unidades de ensino da rede estadual.

A medida foi oficializada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) por meio de um novo guia de alimentação escolar, publicado nesta semana, com o objetivo de incentivar hábitos alimentares mais saudáveis entre crianças e adolescentes.

Além da proibição de diversos alimentos ultraprocessados, as cantinas também deverão oferecer opções adequadas para estudantes com necessidades alimentares específicas, incluindo pessoas com diabetes, doença celíaca, intolerância à lactose, alergias alimentares e Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O que está proibido nas cantinas escolares?

Entre os itens que deixam de ser permitidos nas escolas estaduais estão:

  • Refrigerantes;
  • Bebidas artificiais;
  • Salgadinhos industrializados;
  • Bombons;
  • Balas;
  • Chocolates;
  • Biscoitos recheados;
  • Gelatinas industrializadas;
  • Bebidas à base de xaropes;
  • Alimentos instantâneos em pó;
  • Produtos com altos teores de açúcar, sódio e aditivos químicos.

A Seduc destaca que a intenção é reduzir o consumo de ultraprocessados no ambiente escolar e estimular escolhas mais nutritivas.

O que poderá ser vendido?

A lista de alimentos autorizados prioriza produtos naturais e preparados de forma artesanal, como:

  • Frutas;
  • Castanhas;
  • Sementes;
  • Sucos naturais;
  • Iogurtes;
  • Vitaminas de frutas;
  • Sanduíches produzidos no local;
  • Salgados assados artesanais;
  • Bolos caseiros com redução de açúcar e gordura.

Alunos com restrições alimentares terão atendimento especial

Uma das principais novidades da regulamentação é a obrigatoriedade de opções alimentares para estudantes que possuem restrições ou necessidades específicas.

As cantinas deverão disponibilizar alimentos adequados para:

  • Pessoas com diabetes;
  • Celíacos;
  • Intolerantes à lactose;
  • Alérgicos a determinados alimentos;
  • Estudantes diagnosticados com TEA.

A medida busca promover inclusão e garantir mais segurança alimentar dentro do ambiente escolar.

Fiscalização será feita pelas escolas

Segundo a Seduc, a fiscalização ficará sob responsabilidade das direções das escolas, com apoio das Diretorias Regionais de Educação (DREs).

As unidades deverão monitorar os produtos comercializados, orientar os responsáveis pelas cantinas e aplicar medidas previstas em contrato caso as regras não sejam cumpridas.

Também ficam proibidas ações promocionais envolvendo produtos vetados, incluindo distribuição de brindes, campanhas publicitárias e patrocínio de atividades escolares.

Medida gera debate

A discussão sobre alimentação escolar ganhou destaque em Mato Grosso após declarações do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, que criticou regras relacionadas à merenda saudável e comentou a redução do açúcar nos alimentos servidos aos estudantes.

As falas repercutiram entre profissionais da área de nutrição e motivaram pedido de apuração pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

Especialistas defendem que a redução do consumo de açúcar, sódio e alimentos ultraprocessados é uma estratégia importante para combater o avanço da obesidade infantil e prevenir doenças como diabetes tipo 2 e hipertensão arterial.

O que você acha?

A nova regra divide opiniões entre pais, alunos e comerciantes. Enquanto especialistas defendem a medida como um avanço para a saúde pública, alguns acreditam que a decisão pode limitar as opções disponíveis nas cantinas.

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