Balanço do primeiro quadrimestre de 2026 revela salto impressionante no combate ao crime; prisões e apreensões de luxo disparam no Estado.
O crime organizado em Mato Grosso sofreu um revés histórico nos primeiros quatro meses de 2026. Em uma ofensiva sem precedentes, a Polícia Civil, por meio da Diretoria de Atividades Especiais (DAE), conseguiu o bloqueio judicial de impressionantes R$ 7,2 bilhões pertencentes a facções criminosas.
Para se ter uma ideia da magnitude desse valor, no mesmo período do ano passado, o montante bloqueado foi de R$ 8,4 milhões. O crescimento bilionário reflete uma nova estratégia: atacar o bolso dos líderes do crime.
Números que impressionam
A produtividade das delegacias especializadas não parou nos bloqueios bancários. O relatório aponta um aumento de 16% nas operações e prisões em comparação ao início de 2025.
- Prisões: 812 pessoas foram detidas entre janeiro e abril.
- Ostentação no pátio: 64 veículos de luxo e carga, adquiridos com dinheiro ilícito, foram apreendidos (contra 16 no ano anterior).
- Dinheiro vivo: Quase R$ 1 milhão em espécie foi retirado de circulação nas operações.
Asfixia Financeira e Tecnologia
Segundo o diretor da DAE, delegado Cláudio Alvares Sant’Ana, o segredo do sucesso está na integração e no uso de tecnologia de ponta. “Essa atuação coordenada tem permitido maior celeridade na elucidação de crimes e no cumprimento de mandados”, afirmou o diretor.
As investigações não focam apenas no tráfico de drogas, mas em uma rede complexa que inclui:
- Crimes Informáticos e Fazendários
- Combate à Corrupção
- Crimes Ambientais: Foram apreendidas máquinas pesadas, caminhões e até balsas de garimpo ilegal inutilizadas.
Ofensiva contra o crime ambiental
A Polícia Civil também apertou o cerco contra a destruição da natureza em MT. Somente neste quadrimestre, foram apreendidas 1,1 tonelada de pescado irregular e 40 metros cúbicos de madeira ilegal, atingindo diretamente a estrutura logística de grupos que exploram o meio ambiente de forma criminosa.
Estrutura de Elite
O resultado bilionário é fruto do trabalho conjunto de unidades de elite, como a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) e a Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR).
A mensagem da Segurança Pública é clara: a repressão contra as facções continuará qualificada e focada em desmantelar o patrimônio acumulado pelo crime em Mato Grosso.















