O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), empresa pública federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), assinaram nesta segunda-feira, 18, um acordo de cooperação técnica para a realização de estudos que contribuam para fortalecer o setor de abastecimento alimentar. A iniciativa prevê a avaliação de dados e informações e a proposição de ações para inovação e aprimoramento das políticas públicas existentes. Também deverão ser identificadas potenciais parcerias relacionadas ao abastecimento alimentar no Brasil.
A formalização da cooperação aconteceu na sede do MDA, com a participação da ministra Fernanda Machiaveli. O Banco foi representado pelo seu diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, e pelo superintendente da Área de Soluções de Infraestrutura, Ian Ramalho Guerriero. Pela Conab, assinaram o documento o seu diretor-presidente, Sílvio Isoppo Porto, e o seu diretor de Operações e Abastecimento, Arnoldo Anacleto de Campos.

A atuação do BNDES se dará no âmbito do Fundo de Estruturação de Projetos (BNDES FEP). “O Banco irá realizar um estudo com recursos próprios sobre o sistema de abastecimento no Brasil. Vamos avaliar como melhorá-lo, usando não só as referências que a gente tem aqui no Brasil, mas também experiências internacionais. Nós vamos analisar o que os outros países fazem e se isso pode ou não ser feito no Brasil”, explicou Nelson Barbosa.
“Vamos ajudar a Conab a formatar a grande base de dados sobre abastecimento, sobre armazenagem e identificar quais são as oportunidades de investimentos públicos e privados. Isso ajuda o próprio BNDES no seu planejamento, porque a gente financia vários dos projetos da Conab. E também ajuda o Brasil a ter uma política de abastecimento resiliente a choques, garantindo alimento no preço justo para toda a população brasileira”, acrescentou o diretor.
A ministra Fernanda Machiaveli avaliou que a cooperação se desdobrará em ganhos concretos para a população. “Vamos contar com toda a expertise do BNDES pra fazer uma análise da nossa infraestrutura de abastecimento. Teremos um olhar para os pequenos mercados nas periferias urbanas, para a nossa política de abastecimento, com o objetivo de modernizar a Conab pra que a gente tenha acesso a alimentos saudáveis em todo o nosso país”.
Importância estratégica – Criada em 1990, a Conab tem a missão de contribuir para o abastecimento, a segurança alimentar e nutricional, a produção, a geração de renda e informações agropecuárias em todas as regiões brasileiras. A estatal possui importância estratégica ao oferecer ao Governo Federal informações técnicas para embasar a sua tomada de decisão quanto à elaboração de políticas voltadas à agricultura. Para isso, fornece informações sobre a produção agropecuária nacional, por meio de levantamentos de previsão de safras, de custos de produção e armazenagem, de posicionamento dos estoques e de indicadores de mercado.

Recentemente, o BNDES e a Conab também firmaram um contrato para a prestação de serviços técnicos especializados de diagnóstico, avaliação e estruturação de projeto de valorização do patrimônio imobiliário da estatal. A proposta é requalificar nove ativos, localizados na região Centro-Oeste. A maioria dos imóveis são armazéns construídos em zonas que se transformaram em áreas urbanas, dificultando a manutenção de uso para serviços de armazenagem. Caberá ao Banco analisar a vocação de cada um deles.
Para Sílvio Isoppo Porto, a relação com o BNDES tem sido bastante positiva. “Estamos dando passos importantes. Toda essa estruturação, esses estudos, esses subsídios que o BNDES vai gerar em termos de oportunidade serão fundamentais para que consigamos planejar e ter uma política bastante robusta, com uma intervenção muito concreta, no sentido de reduzir o preço dos alimentos, criar uma logística mais eficiente e, principalmente, fazer uma mudança fundamental nos sistemas alimentares do Brasil, garantindo comida de verdade, alimentação saudável para o povo brasileiro”
Fundo Amazônia – Outra frente de atuação conjunta das duas empresas se dá no âmbito do projeto Florestas e Comunidades: Amazônia Viva. A iniciativa é promovida pelo Conab e custeada integralmente pelo Fundo Amazônia, que é gerido pelo BNDES. São R$ 96,6 milhões, dos quais R$ 80 milhões envolvem uma chamada pública para apoiar a produção sustentável de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na Amazônia Legal. Na semana passada, a Conab divulgou a lista de inscritos considerados habilitados.
Via | Assessoria BNDES Fotos | Lucas Rodrigues BNDES









