Semana Mundial do Glaucoma chama atenção para doença que afeta mais de 2,5 milhões de brasileiros

Semana Mundial do Glaucoma chama atenção para doença que afeta mais de 2,5 milhões de brasileiros
Tempo de Leitura: 3 minutos

13 de março de 2026 | 12h33
Por Redação Giro MT

Campanha global, realizada de 8 a 14 de março, reforça importância do diagnóstico precoce diante do alto número de pessoas que convivem com o problema sem saber 


A Semana Mundial do Glaucoma, realizada de 8 a 14 de março, é um momento importante de conscientização sobre uma doença que pode comprometer de forma permanente a visão. Com o tema “Unidos por um Mundo Livre do Glaucoma”, a campanha é uma iniciativa da Associação Mundial de Glaucoma e tem como objetivo alertar a população sobre os riscos da doença e a importância do diagnóstico precoce.
 

O tema é especialmente relevante no Brasil. Dados da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) indicam que mais de 2,5 milhões de brasileiros convivem com a doença, e o mais preocupante é que grande parte das pessoas não sabe disso: quase 70% dos afetados desconhecem que têm glaucoma.
 

Segundo o Dr. Homero Gusmão, oftalmologista especialista em glaucoma e catarata do Instituto de Olhos de Belo Horizonte (IOBH), o desconhecimento sobre a enfermidade é um dos maiores desafios para evitar a perda visual. “O glaucoma é uma doença que evolui de forma silenciosa. Na maioria das vezes, o paciente não sente dor, não percebe alterações visuais no início e, quando os sintomas aparecem, já pode haver comprometimento importante da visão”, explica.
 

O especialista destaca que o glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. “Diferentemente de outras doenças oculares, a perda visual provocada pelo glaucoma não pode ser recuperada. Por isso, identificar a doença precocemente é fundamental para preservar a visão e evitar que a cegueira se instale”, afirma.
 

Esse caráter silencioso faz com que muitas pessoas convivam com a doença por anos sem perceber. “O glaucoma afeta o nervo óptico de forma progressiva. Como essa evolução costuma ser lenta, o cérebro se adapta e o paciente não percebe as alterações no campo visual nas fases iniciais”, explica o Dr. Homero. “Por isso, consultas oftalmológicas regulares são essenciais, mesmo quando a pessoa acredita que está enxergando bem.”
 

Entre os fatores de risco estão a pressão intraocular elevada, histórico familiar da doença, idade mais avançada e algumas condições sistêmicas. “Quem tem parentes próximos com glaucoma precisa redobrar a atenção, porque o risco de desenvolver a doença é maior. Nesses casos, o acompanhamento periódico com o oftalmologista é ainda mais importante”, orienta.
 

O diagnóstico geralmente ocorre durante consultas oftalmológicas de rotina. “A avaliação inclui a medição da pressão intraocular, a análise do nervo óptico e exames específicos que permitem identificar alterações mesmo antes de surgirem sintomas”, explica o médico. “Quando detectamos o glaucoma nas fases iniciais, conseguimos iniciar o tratamento precocemente e reduzir significativamente o risco de perda visual.”
 

Em relação ao tratamento, há diferentes abordagens disponíveis, que variam conforme as características de cada paciente. “Na maioria dos casos, o tratamento começa com colírios que ajudam a controlar a pressão intraocular. Dependendo da evolução da doença, também podem ser indicados procedimentos a laser ou cirurgias”, detalha o oftalmologista. “O mais importante é entender que o glaucoma não tem cura, mas pode ser controlado quando diagnosticado e acompanhado corretamente.”
 

A Semana Mundial do Glaucoma reforça justamente essa mensagem de prevenção. “A melhor forma de combater o glaucoma é a informação. Muitas pessoas só procuram o oftalmologista quando já apresentam dificuldade para enxergar, mas no caso dessa doença isso pode ser tarde”, alerta o especialista. “Cuidar da saúde ocular, realizar consultas periódicas e conhecer os fatores de risco são atitudes que podem fazer toda a diferença para preservar a visão ao longo da vida”, finaliza o Dr. Homero Gusmão, oftalmologista especialista em glaucoma e catarata do Instituto de Olhos de Belo Horizonte (IOBH).

Via | Assessoria Foto | Freepik

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