Mais matrículas, menos inclusão? Educação de alunos com deficiência ainda enfrenta barreiras 

Mais matrículas, menos inclusão? Educação de alunos com deficiência ainda enfrenta barreiras 
Tempo de Leitura: 2 minutos

13 de março de 2026 | 11h11
Por Redação Giro MT


Especialista em direitos humanos alerta que matrícula não garante inclusão real e defende investimentos em acessibilidade e formação docente

Para este 15 de março, Dia Nacional da Escola, especialistas chamam atenção para um desafio persistente no sistema educacional brasileiro: garantir que estudantes com deficiência não apenas estejam matriculados, mas participem plenamente da vida escolar com condições reais de aprendizagem.
 

Dados do Censo Escolar indicam que o Brasil já possui mais de 1,6 milhão de estudantes da educação especial matriculados na educação básica, sendo que aproximadamente 90% deles frequentam classes comuns da rede regular de ensino. O avanço representa um marco importante para a educação inclusiva no país. No entanto, a realidade dentro das escolas ainda revela obstáculos significativos.
 

Segundo o defensor público federal André Naves, especialista em direitos humanos e inclusão social, a expansão das matrículas precisa ser acompanhada por políticas estruturais que garantam acessibilidade e suporte pedagógico adequado.
 

“Garantir matrícula não é suficiente. A verdadeira inclusão acontece quando a escola está preparada para que cada estudante aprenda e participe plenamente da vida escolar”, afirma Naves.
 

Entre os principais desafios apontados por especialistas estão a falta de formação específica de professores para educação inclusiva, a ausência de profissionais de apoio e a carência de recursos pedagógicos adaptados. Em muitas escolas brasileiras, estudantes com deficiência ainda enfrentam barreiras físicas, comunicacionais e pedagógicas que dificultam seu desenvolvimento educacional.
 

Para André Naves, o tema precisa ser tratado como uma questão estratégica para o desenvolvimento social e econômico do país.
 

“Quando o sistema educacional exclui, ele também limita o potencial produtivo e social de milhões de pessoas. A inclusão educacional é uma política pública que impacta diretamente a construção de uma sociedade mais justa e mais eficiente”, explica.
 

O especialista destaca que investir em educação inclusiva significa reduzir desigualdades estruturais e ampliar oportunidades de participação social, especialmente para pessoas com deficiência, historicamente afastadas de espaços de formação e trabalho.
 

No Dia Nacional da Escola, a reflexão proposta por educadores e especialistas é clara: o avanço na inclusão precisa ir além das estatísticas de matrícula e chegar à realidade das salas de aula.
 

Para saber mais sobre o trabalho de André Naves, acesse o site andrenaves.com ou acompanhe pelas redes sociais: @andrenaves.def.

Via | Assessoria Foto | Arquivo Pessoal

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