A controvérsia sobre as matrículas para o ano letivo de 2026, que causou alvoroço nas redes sociais nas últimas horas, foi esclarecida pela Prefeitura de Rondonópolis nesta quinta-feira (20). O Executivo municipal garantiu que o atendimento de todas as crianças está assegurado e que a situação decorre de um planejamento de longo prazo, e não de um rompimento abrupto.
Segundo o comunicado da Prefeitura, o processo de “absorção” de crianças atendidas por convênios para a rede própria não é novidade, tendo sido iniciado em 2014. Naquele ano, 1.100 crianças estavam em instituições conveniadas, número que caiu para as atuais 450 graças à expansão contínua de creches próprias pelo Município.
Planejamento Antigo e Diálogo Comprovado
A Prefeitura desmentiu a alegação de surpresa ou falta de diálogo, apresentando evidências de uma reunião oficial realizada em Fevereiro deste ano, com Ata registrada. Neste encontro, foi claramente informado à Cáritas que:
- A Unidade Carrossel seria absorvida integralmente pela rede municipal em 2026.
- O Município possui oito unidades na Vila Operária com plena capacidade para receber as crianças.
- O processo seria seguido sem ruptura ou improviso, garantindo que nenhuma família ficasse desassistida.
O argumento central da administração municipal é que, havendo capacidade instalada na rede pública, a renovação de convênios para pagar por um serviço que já é oferecido pelo próprio Município seria ilegal, antieconômico, e contrária aos princípios básicos da administração pública e ao entendimento dos órgãos de controle. Convênios só se justificam quando a rede pública não consegue atender à demanda sozinha.
Prefeitura Garante: Ninguém Perde Vaga
Diante do cenário, a Prefeitura foi enfática em garantir que:
- Ninguém perderá vaga na rede de ensino.
- Todas as crianças da Cáritas (Carrossel) serão absorvidas sem qualquer prejuízo.
- As unidades de destino serão informadas às famílias no momento adequado, com clareza e segurança.
A administração municipal concluiu que o que ocorreu foi o cumprimento de um planejamento antigo, informado e previsto, priorizando a rede pública conforme a legislação exige.
“Não há cenário de caos, fechamento abrupto ou abandono de alunos,” afirmou a Prefeitura, indicando que o atendimento está totalmente garantido.
A confusão, segundo a nota, foi gerada por uma postagem inicial da Cáritas que falava em “aguardar posicionamento”, sugerindo a inexistência de uma definição prévia, que, na verdade, estava documentada. A Prefeitura precisou intervir para evitar pânico desnecessário entre os pais.
Via | Redação Foto | Sérgio Simões










