Hospital Santa Rosa realizou simulação, na manhã de domingo (10.07), e envolveu toda estrutura do Pronto Atendimento.

Profissionais do Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, realizaram, na manhã de domingo (10.07), uma simulação de atendimento à acidentes com múltiplas vítimas. Sem aviso prévio, as equipes que estavam no plantão do Pronto Atendimento da unidade foram surpreendidas com a operação, que visa aprimorar a resposta no atendimento emergencial em uma situação de catástrofe que envolva múltiplas vítimas.

“São situações que podem acontecer a qualquer momento e quando acontecem sempre envolvem um número elevado de vítimas, que ultrapassa a capacidade habitual do Pronto Atendimento. Nosso objetivo principal é avaliar pontos de melhorias na pronta resposta em casos assim. Simulamos um acidente envolvendo 10 vítimas, com quadros clínicos diversos, como traumatismo craniano, lesões graves em órgãos, perfuração de tórax, esmagamento de membros do corpo, queimaduras”, explicou o diretor clínico do Santa Rosa, José Carlos Costa Marques.

Os próprios colaboradores do hospital simularam as vítimas, que chegaram todas de uma vez no Pronto Atendimento, antes das 8h. “Um dos participantes fez a ligação para a nossa central de leitos, informando que um acidente de grandes proporções havia ocorrido nas proximidades e que as vítimas estavam sendo encaminhadas. Em uma situação real, quem aciona a central é o Samu, Corpo de Bombeiros, Polícia, Defesa Civil, ou qualquer outro órgão demandante”, destacou o diretor clínico, e responsável pelo treinamento.

Imediatamente após receber a ligação, o coordenador médico plantonista no Pronto Atendimento iniciou o protocolo do ‘Plano de Catástrofe’, comunicando as equipes. Em menos de 15 minutos, todos os profissionais já estavam acionados e iniciaram os trabalhos. “Quando esse plano inicia, automaticamente o Pronto Atendimento modifica toda sua forma de atendimento. Um médico, previamente definido no plano, fica responsável pela triagem dos pacientes, determinando, dentro de uma escala de complexidade, a prioridade. E nesses casos, o foco é sempre as vítimas com mais chances de sobrevivência”, ressaltou José Carlos Costa Marques.

O diretor explicou que além das equipes plantonistas, quando há uma situação de catástrofe com múltiplas vítimas, todo o hospital é acionado. “É um plano hospitalar e não só do pronto socorro, por isso, coordenadores de especialidades, como cirurgia, ortopedia, neurocirugia, entre outras, também são acionados. A diretoria, o administrativo, comunicação, centro de imagem, laboratório, todos os setores ficam de prontidão para prestar o atendimento necessário”, disse José Carlos.

“Tivemos um treinamento com saldo positivo. Regularmente, as equipes recebem capacitação teórica, mas o processo prático é importante, pois auxilia a identificar falhas e corrigi-las para que, em uma situação real, haja atendimento certeiro e resolutivo”, complementou o diretor.

Via | Assessoria   Foto | Pamela Muramatsu/Dialog
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