A primeira fase da operação, deflagrada em setembro de 2021, prendeu preventivamente a dona de uma lotérica em Ananindeua (PA), por suspeita de desvios de mais de R$ 19 milhões que seriam usados para o pagamento do auxílio emergencial. O dinheiro equivale ao pagamento de 30 mil cotas do benefício.

Com o aprofundamento das investigações, a polícia descobriu que o dinheiro era lavado em Belém (PA), Natal (RN) e São Paulo (SP) por agiotas, empresas fantasmas e compras de veículos e imóveis de alto padrão, geralmente usando laranjas ou testas de ferro.

Desvio milionário

Segundo a PF, no período de abril a julho de 2020, a agência lotérica solicitou à Caixa Econômica Federal mais de R$ 19 milhões para pagamento de auxílio emergencial, mas nunca prestou contas do valor recebido. A dona do estabelecimento foi presa em setembro, e na oportunidade foram apreendidos três carros de luxo, frutos da lavagem de dinheiro.

No final do ano passado, dois irmãos da investigada devolveram R$ 2,2 milhões ao Estado, metade desse valor em espécie e a outra metade por transferência bancária. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 16,6 milhões, além do sequestro de 23 imóveis.

Entre apreensões, devolução de valores e bens sequestrados, estima-se que foram recuperados cerca de R$ 12,4 milhões. Os envolvidos são investigados pelos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de capital. Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária no Estado do Pará.

O nome da operação significa tesouro em latim e faz alusão à expressiva quantia apropriada, suficiente para pagamento de mais de 30 mil cotas de auxílio emergencial.

Via | R7    Foto | PF
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