Iniciativa visa incentivar formalização desses donos de pequenos negócios e prepará-los para o empreendedorismo no Brasil

Até o fim de 2020, existiam mais de 57 mil refugiados no Brasil, segundo dados divulgados pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), na 6ª edição do relatório “Refúgio em Números”. Grande parte dessas pessoas procura o empreendedorismo como forma de construir uma nova vida no país para o qual se mudou. Foi pensando em preparar esses donos de pequenos negócios que o Sebrae firmou uma parceria com a ACNUR, Agência da ONU para Refugiados, para o desenvolvimento de ações de capacitação de refugiados empreendedores.

O Sebrae é um dos parceiros na plataforma Refugiados Empreendedores (www.refugiadosempreendedores.com.br), iniciativa da ACNUR e do Pacto Global para dar maior visibilidade aos negócios liderados por empresários refugiados no Brasil. A plataforma permite que o refugiado inscreva seu negócio e divulgue seus produtos e serviços. Também estão disponíveis conteúdos e materiais de apoio para capacitação dos empreendedores, como cursos do Sebrae que podem ser realizados de forma totalmente on-line e gratuita.

O Sebrae também está atuando na mobilização das unidades do estaduais do Sebrae em unidades da Federação, que contam com um grande número de refugiados como Roraima, Amazonas e São Paulo, para divulgar a plataforma e oferecer capacitações locais. De acordo com a analista da Unidade de Assessoria Institucional do Sebrae, Denise Forini, a instituição realizou uma curadoria de cursos que têm mais aderência para esse público, para que eles possam estar melhor preparados e contem com o auxílio do Sebrae para se formalizar.

Denise ainda destaca que os cursos do Sebrae que foram criados para serem realizados via Whatsapp também estão sendo promovidos para esse público. “Estamos divulgando essas nossas capacitações, pois sabemos que elas são rápidas e fáceis de fazer e podem ajudar muitos refugiados que empreendem”. Para esses cursos, os empreendedores não precisam estar formalizados e devem apenas fazer um cadastro para passar a receber o conteúdo pelo aplicativo de mensagens, podendo concluir o estudo dos módulos nesse ambiente. Todos os cursos têm duração de trinta dias e carga horária de até 18 horas.

“Estamos criando também uma turma específica para refugiados no Up Digital, que é uma solução que ajuda os empreendedores a conhecerem e aplicarem estratégias e ferramentas de marketing digital em seus negócios. A primeira turma exclusiva para refugiados empreendedores deverá começar agora em dezembro”, comenta.  Outra capacitação que deve ser oferecida em breve é a Superare, que visa qualificar os empreendedores de baixa renda na temática do empreendedorismo inovador.

Via | Assessoria Sebrae
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