Um homem acusado de estelionato, por meio do ‘golpe do aluguel’, em Nova Mutum, a 269 km de Cuiabá, foi condenado a oito anos e quatro meses de prisão em regime, inicialmente, fechado. Conforme a decisão, o estelionatário também terá que pagar indenização de R$ 7,5 mil a oito vítimas.

Os golpes foram aplicados entre 22 de abril a 11 de maio deste ano. No dia 25 de maio foi cumprida a prisão preventiva do acusado e a denúncia do Ministério Público foi recebida em 15 de junho. A sentença com a condenação foi proferida na quarta-feira (8).

De acordo com a denúncia feira pelo Ministério Público Estadual (MPE), onze pessoas foram vítimas do golpe, sendo que oito chegaram a efetivamente realizar pagamentos e transferências.

Segundo a Promotoria de Justiça do município, o réu criou perfis falsos nas redes sociais e publicou anúncios fictícios de aluguel.

Conforme a denúncia, o acusado solicitava adiantamento de valores para garantir a locação de casas que não estavam disponíveis e, após negociar a locação e receber os valores, ele ‘sumia’.

Além de vários nomes fictícios, o acusado também utilizava diferentes números de telefones para estabelecer contato com as vítimas.

Ao todo, 10 casos foram denunciados. Em um deles, segundo o MP, o réu contratou um chaveiro para abrir a porta de uma casa que estava sem moradores na cidade, alegando que era pintor e que teria perdido as chaves.

Depois utilizou o número do PIX repassado pelo profissional para pagamento pelo serviço efetuado para que outra pessoa, vítima do falso aluguel, efetuasse a transferência de R$ 1 mil. Após o pagamento, ele ligou para o chaveiro alegando que havia cometido um erro e que era para ele descontar os R$ 50,00 cobrados pelo serviço e devolver o restante em sua conta.

Consta na sentença que algumas pessoas chegaram até mesmo a levar a mudança à casa supostamente alugada e ao chegarem perceberam que tinham sido vítimas de golpe. Outras narraram que após entrar em contato com o anunciante, que exigia o pagamento de todo ou ao menos parte do valor do aluguel para reservar o imóvel, após o depósito, ele simplesmente deixava de responder as mensagens, ocasião em que as vítimas percebiam que tinham sido enganadas.

Via | G1 com MPMT
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