Programa do Ministério da Cidadania está presente em 2.910 municípios, nos 26 estados e no Distrito Federal

O Programa Criança Feliz celebrou nesta semana cinco anos de atuação. No período, a iniciativa executada pelo Ministério da Cidadania se consolidou, atendeu mais de 1,2 milhão de famílias, ultrapassou 50 milhões de visitas em todo o território brasileiro e teve reconhecimento internacional como um dos principais programas de visitação domiciliar do mundo.

Desde janeiro de 2019, o Governo Federal intensificou os investimentos no Criança Feliz. Houve aumento no repasse de recursos financeiros aos estados e municípios, com investimento total de R$ 861 milhões entre 2019 e 2021. No período, mais de 230 mil gestantes e um milhão de crianças foram atendidas, com 42 milhões de visitas realizadas.

Segundo o ministro da Cidadania, João Roma, é papel do Estado trabalhar para que, ainda na fase de gestação, as crianças estejam protegidas e possam atravessar o período da primeira infância com saúde e qualidade de vida.

“Essa data de cinco anos é um marco. As conquistas são, acima de tudo, do povo brasileiro, principalmente das pessoas que hoje estão em situação de vulnerabilidade. Devemos ter um olhar ainda mais atento à primeira infância. O Governo Federal investe com a missão de romper o ciclo de pobreza e, ao mesmo tempo, garantir uma geração de crianças saudáveis, com potencial para a aprendizagem e a socialização”, afirmou João Roma, enfatizando que a primeira infância é um dos pilares do Auxílio Brasil, iniciativa que unifica programas sociais do Governo Federal Brasileiro.

A primeira infância corresponde ao período da gestação até os seis anos e é considerada uma janela de oportunidade. É a fase em que a plasticidade cerebral do ser humano é maior para receber estímulos externos. Atualmente, o programa do Ministério da Cidadania está presente em 2.910 municípios, nos 26 estados e no Distrito Federal.

“O mais bacana do Criança Feliz é que ele leva o Governo Federal para dentro das casas das famílias vulneráveis. Não só carregando a perspectiva de intervenção para o desenvolvimento infantil, mas observando outras possíveis vulnerabilidades da família para articular potenciais atendimentos adicionais dentro da rede governamental”, explicou Luciana Siqueira, secretária nacional de Atenção à Primeira Infância.

As crianças atendidas são estimuladas nos aspectos de linguagem, cognição, vínculos afetivos e socialização. O programa traz, inclusive, a perspectiva de que é possível trabalhar com as crianças com materiais simples, disponíveis em casa, sem investimentos caros. “Uma garrafa pet que você coloca arroz dentro ou feijão, com cada um fazendo sons diferentes, você usa para contar, para interagir com a criança olhando no olho dela”, exemplificou Luciana.

A sergipana Ana Clecia Oliveira, que mora no município de Propriá, de 29 mil habitantes, é uma das brasileiras que abriu as portas de casa para receber os técnicos do programa. Ela teve o auxílio do Criança Feliz durante a criação e desenvolvimento das filhas Milena e Maísa. “O programa incentivou bastante a Milena, tanto no aprendizado quanto de modo geral. Ela se desenvolveu bastante e hoje quem está no programa é a Maísa. Só tenho a agradecer”, disse.

Remoto e adaptado

Durante a pandemia, o Criança Feliz não parou. Foi reorganizado com ações inovadoras para continuar com os atendimentos, por meio de estratégias e ferramentas tecnológicas para capacitação e visitas remotas. Videochamadas por celular foram adotadas e visitas com todo o aparato de segurança sanitária foram realizadas nas comunidades em que o celular não era opção.

Com isso, o programa manteve o propósito de auxiliar as famílias, garantindo às crianças, gestantes e famílias o suporte necessário para alcançar e fortalecer os laços familiares e dar protagonismo aos pais. “Uma das propostas principais do programa é fortalecer a parentalidade. Famílias fortes formam adultos fortes e saudáveis”, acrescentou Luciana.

Do município da Ilha das Flores (SE), com cerca de oito mil habitantes, Amanda Celestino experimentou na prática o suporte na fase mais importante para o desenvolvimento do filho Miguel. “Louvo a Deus pela fundação e continuidade do programa. Agradeço pela vida dos supervisores, das visitadoras, que são ótimas e tratam bem as nossas crianças, ao fazerem dinâmicas para o desenvolvimento e o aprendizado delas”.

Reconhecimento

Durante os cinco anos, o programa ganhou reconhecimento internacional. Em 2019, o Criança Feliz venceu o WISE Awards, um dos principais prêmios internacionais do mundo na área da educação da Cúpula Mundial de Inovação para a Educação. O prêmio deu reconhecimento ao trabalho como uma das principais e mais inovadoras iniciativas do mundo na área. A iniciativa brasileira de atenção à primeira infância competiu com mais de 480 projetos de vários países.

No último ano, a Secretaria Nacional de Atenção à Primeira Infância investiu na formação das equipes técnicas e na elaboração de manuais e cartilhas que auxiliam no atendimento e na capacitação dos profissionais que realizam as visitas domiciliares.

“Temos uma plataforma com vários cursos gratuitos. Com a pandemia, surgiu também a necessidade da educação a distância e fizemos Lives de alinhamento e demos assistência às equipes “, destacou a secretária. Em 2021, também foi lançada a campanha ABC para a Primeira Infância e foi promovida pela primeira vez o Mês da Primeira Infância no Brasil.

Lançamento do aplicativo

No próximo dia 15 de outubro está previsto o lançamento do aplicativo para celular da Primeira Infância. A primeira versão terá funções de gestão de visitas domiciliares voltadas para usuários e para os visitadores do Criança Feliz. A ferramenta terá também conteúdo para gestantes. As futuras mães terão acesso a informações sobre direitos, estímulos durante a gravidez, saúde e cuidados com a criança no período da gestação.

Via | Ministério da Cidadania
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