O Ministério da Saúde criou, nesta sexta-feira (18), uma Câmara Técnica Nacional para discutir e implementar as ações do programa Hearts no Brasil. A iniciativa internacional, com coordenação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), busca integrar os sistemas de saúde, aprimorar o atendimento, a prevenção e controle das doenças cardiovasculares na atenção primária, ou seja, na porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Hearts é uma iniciativa global que está em mais de 730 centros de saúde de 16 países da América do Sul e Central, liderada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O programa apresenta planos e abordagens estratégicas para aprimorar o atendimento e controle de doenças cardiovasculares e de fatores de risco que podem levar à problemas cardíacos, como a hipertensão.

Hoje, o SUS já oferece, de graça, tratamento, acompanhamento e medicamentos para o controle da hipertensão. Em 2019, foram realizados mais de 28 milhões de consultas na Atenção Primária e 52 mil internações relacionadas à doença. Então, a implementação de novas estratégias, como o Hearts, tem o objetivo de diminuir esses casos, começando pela prevenção.

O Brasil aderiu ao programa em março de 2021 e agora, o grupo técnico vai prestar consultoria, desenvolver os protocolos de atendimento, treinamento dos profissionais, estudos, entre outras ações preconizadas pela iniciativa. O grupo se reunirá mensalmente, durante um ano, e será formado por representantes de todas as secretarias do Ministério da Saúde, além da OPAS, do Conselho de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) e do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

HIPERTENSÃO

O número de óbitos por hipertensão arterial vem crescendo a cada ano no Brasil. Em 2015, foram registradas 47.288 mortes. Em 2019, o número saltou para 53.022, segundo o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. De acordo com o Vigitel Brasil 2019, a frequência de diagnóstico médico de hipertensão foi de 24,5% entre as 27 capitais brasileiras. A doença é mais prevalente em mulheres (27,3%) do que em homens (21,2%).

Via | Assessoria Agência Saúde
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