Como anda a saúde mental dos estudantes da Universidade do Estado de Mato Grosso?  Esse é o tema da pesquisa de doutorado da professora Grasiela Cristina Lucietto, da Unemat, câmpus de Tangará da Serra.  A pesquisa que está em andamento e deve ser totalmente finalizada em 2023 visa levantar as informações sobre a saúde mental dos estudantes e também implementar e avaliar intervenções grupais de promoção da saúde mental.

De acordo com a pesquisadora, espera-se que a pesquisa permita a compreensão deste cenário, bem como fomentar o planejamento e desenvolvimento de estratégias de promoção da saúde mental que minimizem as dificuldades vivenciadas no contexto universitário  e que possam auxiliar no melhor desempenho acadêmico e redução da retenção e evasão escolar.

A pesquisa iniciou em agosto de 2020 com a construção do projeto para ingresso no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem Psiquiátrica da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP), por meio do Doutorado Interinstitucional (DINTER) entre USP e Unemat e tem como título “Condições emocionais e intervenções grupais para a promoção de saúde mental entre estudantes da Universidade do Estado de Mato Grosso”. A orientação da pesquisa está a cargo do professor dr. Fábio Scorsolini-Comin.

Atualmente a pesquisa está na fase de coleta de dados junto aos acadêmicos do câmpus de Tangará da Serra. A coleta está sendo feita de forma remota por meio de formulário específico por conta da pandemia do coronavírus. Os estudantes vinculados ao câmpus de Tangará da Serra que queiram participar pode acessar o formulário por esse link:

Como metodologia da pesquisa, a professora Grasiela explica que “após a análise dos dados obtidos a partir das respostas dos acadêmicos, é que começará a fase dois do estudo que consiste em propor intervenções em grupo para promoção da saúde mental dos estudantes”. Nessa etapa, ocorrerão encontros virtuais onde serão trabalhadas as seguintes temáticas: fatores estressores do ambiente universitário;  transtornos de ansiedade e depressão no contexto universitário; habilidades sociais e estratégias de enfrentamento no contexto universitário;  serviços disponíveis para acompanhamento e/ou cuidado à saúde mental; expectativas para a vida profissional, com possibilidade de flexibilização e abertura para as demandas que surgirem no decorrer do processo, de acordo com o cenário, as condições e demais particularidades dos participantes.

professora Grasiela

Para a pesquisadora a realização de estudos sobre a saúde mental dos universitários devem sinalizar para além de rastreio, mas devem apontar para a construção de estratégias de promoção da saúde dessa população. Ela acredita que a partir dessa pesquisa será possível contribuir para o direcionamento de ações de acolhimento estudantil na Unemat. “Diversos estudos evidenciam os impactos negativos dos transtornos mentais no desempenho acadêmico e, consequentemente, na permanência destes no ensino superior. Pressupõe-se que os transtornos mentais nesta população ocorrem principalmente por dificuldades na adaptação à vida universitária, distanciamento da família, sobrecarga, problemas financeiros, entre outros. Por meio dos achados do presente estudo no contexto dos universitários da Unemat Tangará da Serra – MT será possível contribuir com a compreensão deste cenário, bem como planejar estratégias de promoção da saúde mental para essa população considerando as evidências disponíveis”, afirma.

Além disso, a professora ressalta que por se tratar de uma investigação produzida após a deflagração da pandemia da COVID-19,a pesquisa contribuir para discussões mais aprofundadas acerca das repercussões desse cenário na saúde mental dos universitários, bem como para o delineamento de propostas interventivas capazes de fazer frente aos desafios que vêm emergindo nesse contexto ainda em trânsito. “Assim, o presente estudo pode ter repercussões institucionais significativas, bem como alinhar-se ao debate mais amplo sobre a saúde mental na Universidade, contribuindo para a produção do conhecimento na área”, destaca a doutoranda.

Via | Assessoria
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