O ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), André Mendonça, defendeu nesta quarta-feira (7) a realização de cerimônias religiosas com público, ainda que em número restrito. Ele falou no julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o tema, realizado após decisões discordantes entre os ministros Gilmar Mendes, contra eventos com público, e Kassio Nunes Marques, a favor da liberação do público, considerando uma ocupação máxima de 25% da capacidade.

“Ser cristão é viver em comunhão com Deus e com o próximo. Ter compaixão é chorar junto, lamentar junto. Dar o suporte”, afirmou Mendonça, que deixou nas últimas semanas o posto de ministro da Justiça e Segurança Pública em reforma ministerial realizada pelo presidente Jair Bolsonaro.

O processo em julgamento diz respeito a decreto do Estado de São Paulo que impede desde 15 de março a realização de cerimônias com público, em razão da entrada em vigência da fase emergencial do Plano São Paulo, que vetou esse e outros tipos de eventos como forma de combate à pandemia de covid-19. A decisão foi contestada pelo PSD no Supremo.

Na defesa da presença de público em cerimônias religiosas, Mendonça, que é pastor presbiteriano, afirmou que “sem vida em comunidade não há cristianismo” e que “não há cristianismo sem a casa de Deus”. Citou passagem bíblica em que Jesus fala “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”.

Mendonça citou dados de suicídios em outros países relacionando isso à liberação ou não de frequentar espaços religiosos. E questionou se a decisão do STF dada em abril de 2020, garantindo a estados e municípios o direito de manterem suas regras de quarentena, questionando se isso seria um “cheque em branco”.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, também defendeu a possibilidade de público parcial nas igrejas. Ele afirmou que a “ciência salva vidas, e a fé também”. Ambas caminham lado a lado em defesa da vida e da dignidade humana, sustentou Aras. O procurador-geral afirmou no sentido de que a possibilidade de frequentar cerimônias regiliosas tem impacto na saúde mental.

Via | R7
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