As doações de sangue em Mato Grosso tiveram queda de 25% no ano passado. O estoque está acabando e a falta de doadores coloca em risco a vida e milhares de pacientes em todo o estado.

O número de doações também caiu entre janeiro e fevereiro, de 1.592 para 1.349.

Muitos pacientes dependem e precisam da solidariedade dos doadores. O Hemocentro de Cuiabá atende também a todo o estado e o estoque está quase zerado.

Segundo a gerente de doação do Hemocentro, Camila Gonçalves, os tipos sanguíneos que mais estão em falta são o A-, O- e O+.

“O estoque encontra-se em estado crítico. Nós precisamos sempre de todos os tipos sanguíneos, mas hoje o que mais está em falta é o A-, O- e O+. Estamos dependendo cada vez mais dos doadores virem aqui no Hemocentro nos ajudar com esse ato voluntário até que a gente possa suprir as demandas”, afirma.

Manter o estoque do Hemocentro Público de Mato Grosso é um desafio diário. As doações diminuíram muito desde o começo da pandemia.

“O que a gente buscou fazer nesse período de pandemia é aumentar os cuidados. Então nossos servidores fazem o uso de máscara, jaleco descartável, tem o espaçamento de segurança de 1,5 metro e é disponibilizado álcool em todo o setor”, afirma.

Para tentar mudar esse números, o esforço dos voluntários faz toda a diferença. Marcelo Modesto é coordenador de uma campanha de doação de sangue e estimula a doação desde 2016.

“Eu criei um grupo chamado ‘Os últimos’ e fiz uma parceria com o Hemocentro de Mato Grosso. De lá para cá no mês de dezembro, quando o estoque está mais baixo, nós motivamos as pessoas a doar e quem doar ganha uma camiseta da equipe para participar ou não da Corrida de Reis de cada ano”, afirma.

Como esse ano não aconteceu a Corrida de Reis, as camisetas do grupo são sorteadas todo mês para os doadores do Hemocentro, mas muito além de ganhar o brinde, a maior recompensa é a sensação de doar amor e vida.

“Segundo a Organização Mundial da Saúde, de 3 a 5% da população seria o ideal para ser doador de sangue. O Brasil não chega a 2% então nós estamos muito a abaixo disso. Precisamos desenvolver entre nós a solidariedade, precisamos ser amigo do próximo, ainda mais no momento de pandemia em que ter saúde é um privilégio. Nós temos que colaborar com aqueles que passam por essa dura provação”, afirma.

Via | G1
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