Defensor ferrenho do fim da polarização política em torno de pautas técnicas, como as reformas tributária e administrativa, o candidato ao senado por Mato Grosso, Euclides Ribeiro (Avante), propôs um modelo de simplificação tributária para o comércio, durante reunião on-line com presidentes das Associações Comerciais e Empresariais, nesta quarta (28.10). O encontro é uma iniciativa da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Mato Grosso (Facmat).

Em compasso de espera no Congresso, a reforma tributária que vem sendo discutida toma como base a PEC 45/2019. A proposta prevê a substituição de cinco tributos (PIS, Cofins, IPI – federais; ICMS – estadual; e ISS – municipal) por apenas dois: um imposto sobre bens e serviços (IBS) e um imposto seletivo (IS) sobre combustíveis fósseis, fumo e bebidas alcoólicas.

Além dessa, o congresso discute outras duas propostas de reforma: a PEC 110, do ex-deputado Luiz Carlos Hauly, que propõe a unificação de nove impostos, e o texto enviado pela equipe econômica do Governo Federal, que unifica apenas o PIS e o Cofins.

“A reforma tributária é um tópico que eu venho trabalhando há muito tempo. Tenho feito várias lives, conversei recentemente com Marcos Cintra, Flávio Rocha, pessoas que estão ha mais de 20 anos tentando melhorar nosso sistema tributário, que é o mais complicado do mundo. Antes de começar a salvar empresas, eu sou especialista em direito tributário, então eu sei a carga que existe no trabalhador, no empresário e, olha só que absurdo, até no aposentado”, criticou Euclides Ribeiro.

Euclides atua na recuperação de empresas há mais de 20 anos e concorre pela primeira vez a um cargo eletivo. A experiência no ramo do Direito Empresarial é a principal bandeira do candidato, com o “Programa Nome Limpo”, que possibilita a 70 milhões de brasileiros endividados terem o nome limpo e serem inseridos no mercado de trabalho.

“Como advogado me especializei em proteger o empreendedorismo e com a Lei 11.101/05 de Recuperação Judicial conseguimos salvar mais de 2 mil empresas, que em meio a uma indústria de ineficiência encontravam-se em dificuldade financeira”, explicou. Ele defendeu ainda a recuperação do CPF de pessoas físicas para que consigam empreender.

“Temos um contingente de endividados alheios ao processo de crédito, ou seja, o Brasil tem limitado a sua capacidade produtiva em 70 milhões de brasileiros, temos que trazê-los para o nosso PIB”, justificou o candidato em resposta ao vice-presidente da Facmat, Edson Luiz Ribeiro da Silva, que indagou sobre a inclusão de empresas endividadas.

O presidente da Facmat, Jonas Alves, lembrou da necessidade das discussões desses encontros com os candidatos ao Senado, que têm importante função político-econômica frente ao Congresso Nacional. “É um espaço aberto para que os candidatos falem de suas propostas, especialmente para o comércio de Mato Grosso, geração de emprego e renda, situações que possam facilitar para a vida dos empresários”, reiterou o presidente.

O candidato também respondeu questionamentos dos presidentes das Associações Comerciais de Água Boa, Nelcindo Iappe; Primavera do Leste, Ubiratan Ferreira; Terra Nova do Norte, Sônia Paiva Miguel; e de internautas. Também participaram da reunião o diretor da Facmat, Manuel Gomes, a executiva da entidade, Rita Matos, além da gerente da Associação Comercial de Cuiabá, Samanta Fernandes e colaboradores. (Com informações da assessoria do candidato)

Confira as próximas agendas confirmadas com os demais candidatos ao Senado:
02/11 (segunda-feira), às 19h30 – Valdir Barranco
03/11 (terça-feira), às 18h – José Medeiros
04/11 (quarta-feira), às 8h – Carlos Fávaro
04/11 (quarta-feira), às 16h – Feliciano Azuaga
05/11 (quinta-feira), às 19h30 – Reinaldo Morais
06/11 (sexta-feira), às 8h – Rubia Fernanda

Fonte | Assessoria

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