Mônica Marchett é acusada de contratar os ex-pistoleiros Célio Alves e Hércules de Araújo para matar os irmãos Araújo

O juiz Wagner Plaza Machado Junior, da 1ª Vara Criminal de Rondonópolis, decretou a prisão preventiva da empresária Mônica Marchett, acusada de mandar matar os irmãos Brandão Araújo Filho e José Carlos Machado Araújo, nos anos de 1999 e 2000, numa disputa por terras no município.

A prisão foi decretada nesta quarta-feira (07) porque, segundo o juiz, Mônica está foragida há anos. A segunda denúncia contra a empresária foi recebida pela Justiça em dezembro do ano passado e a ré ainda não constituiu advogado para se defender.

“É público e notório que a acusada Mônica está foragida desta cidade há muitos anos, inclusive na ação penal anterior fora declarada não só sua revelia, como também reconhecida como foragida”, diz trecho da decisão.

Crime e nova denúncia

A família de Mônica e as vítimas brigavam na justiça por um imóvel rural, depois que José Carlos Machado Araújo vendeu uma terra para o pai de Mônica, Sérgio Marchett, e as partes não entraram em acordo sobre os valores da transação. Os dois irmãos foram mortos pelos ex-policiais militares Célio Alves de Souza e Hércules Araújo Agostinho. Ambos já foram condenados e cumprem penas por esses e outros crimes na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

Mônica e o pai, Sérgio Marchett, foram denunciados como mandantes do crime, mas nunca foram julgados. Contra Mônica, no primeiro processo, o juiz entendeu que não havia provas e não pronunciou a acusada, e o proceso foi extinto. Entretanto, quando Célio Alves foi julgado, ele confessou a participação no crime e apontou a empresária e o pai como mandantes.

Por causa desses fatos, o Ministério Público do Estado ofereceu nova denúnca sobre o duplo homicídio em novembro do ano passado. Nela, o MPE sustenta que um carro da empresa Monica Armazéns Gerais, administrada pela acusada, foi usado como parte do pagamento das execuções. Célio Alves afirma que esteve na empresa para pegar o recibo do automóvel e que ouviu do sargento Jesus, da Polícia Militar, que teria intermediado as mortes, que houve uma “reunião familiar” entre os Marchett para decidir pela morte dos irmãos.

Fonte | RMT

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