Uso pode ser estendido para escritórios, indústrias, prédios comerciais e até mesmo escolas quando as aulas retornarem

Um dos setores mais afetados pela pandemia da covid-19 foram as academias de ginástica, que precisaram paralisar suas atividades por mais de 130 dias em todo Brasil. Em Cuiabá, por exemplo, o setor voltou a atividade há pouco mais de um mês, com uma série de restrições e medidas que visam garantir a segurança e a saúde dos usuários.

Para além das exigências do decreto municipal, algumas academias de musculação, ginástica e natação adotaram o uso de tecnologias para garantir a segurança dos funcionários e clientes. Uma das principais ferramentas adotadas para o controle de acesso e o registro de presença foi o leitor biométrico contactless (sem contato) que pode ser instalado em catracas, torniquetes, portas e até mesmo elevadores.

O uso é simples e acessível a qualquer tipo de público (crianças, idosos ou PCD), tornando a experiência do usuário agradável, já que ele não precisa fazer inúmeras tentativas até que seja reconhecido, como ocorre com outras tecnologias. No leitor biométrico convencional, o usuário precisa tocar o equipamento que já teve contato com outras pessoas, aumentando assim a possibilidade de contaminação. Quando se utiliza o leitor contactless, basta fazer um movimento passando a mão dentro da abertura do leitor que automaticamente serão lidos todos os dedos da mão e liberado o acesso.

A tecnologia também otimiza o tempo, já que a resposta é dada em menos de um segundo. Em um leitor que necessite de toque, o tempo de resposta leva, no mínimo, o dobro do tempo. Em um local de alto fluxo, como academia, escola ou prédios comerciais onde o trânsito de pessoas é frequente, esses segundos a menos fazem toda a diferença, diminuindo as filas.

“É uma tecnologia que dispensa o uso de tickets, etiquetas impressas ou crachás para controlar a entrada e saída de pessoas em ambientes de acesso restrito. Além das academias, outros segmentos já estudam implantar essa tecnologia que promete ser uma importante ferramenta para retomada das atividades. Todos os espaços e estabelecimentos que precisam controlar o acesso de pessoas podem usar a tecnologia contactless, inclusive as escolas que estão discutindo neste momento a melhor forma para retomarem suas atividades”, explica Wagner Figueiredo, diretor da Ausec, empresa especializada em tecnologias de automação e segurança.

SEGURANÇA

Segurança e agilidade foram os fatores que impressionaram a empresária Regina Maria Vieira de Andrade Assis, da academia Golfinho Azul, que em outubro completa 40 anos de atuação em Cuiabá. Regina conta que quando resolveu modificar o sistema de acesso da academia, teve receio de trocar as duas catracas antigas por uma com tecnologia contactless. “No início, achei que apenas um equipamento não daria conta, mas tem sido suficiente porque é muito mais ágil e não apresenta nenhum tipo de problema ou trava, muito diferente dos sistemas comuns, que constantemente param de funcionar”.

Quanto à higiene, garantida pela ausência de contato físico, a empresária diz que os clientes aprovaram a tecnologia ao retornarem as aulas após meses afastados. “Adquirimos o sistema dias antes ao início da pandemia e da paralisação das atividades e hoje podemos ver que tem sido fundamental para garantir a segurança dos nossos colaboradores e alunos”.

Na capital, as academias de musculação, ginástica e natação só podem funcionar das 06h até às 12h e das 16 h às 21h, de segunda a sábado. A higienização dos espaços e aparelhos é constante, assim como a redução da capacidade em aulas coletivas. Também é obrigatória a disponibilização de dispensers de álcool em gel nas áreas compartilhadas. Os protocolos de segurança e higiene prevê ainda o distanciamento entre alunos e entre aparelhos de ginástica.

Fonte | Assessoria

Powered by Rock Convert
(Visited 1 times, 1 visits today)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *