Nessa primeira etapa, a ideia é que o drone complemente a operação dos modais tradicionais, realizando a primeira parte da rota das entregas

Nessa primeira etapa, a ideia é que o drone complemente a operação dos modais tradicionais, realizando a primeira parte da rota das entregas, que será finalizada por um entregador com moto, bike ou patinete.

Uma rota de 400 metros ligará a praça de alimentação do Shopping Iguatemi Campinas e o iFood Hub, uma estrutura dentro do empreendimento que roteiriza os pedidos. A entrega deve levar em média 2 minutos, um trecho que percorrido a pé pode levar 12 minutos. A partir daí, a última parte do trajeto é feita pelos entregadores.

Há também uma segunda rota de voo que também será realizada em caráter experimental, que terá início no iFood Hub e destino final no droneport de um complexo de condomínios próximo ao shopping. De acordo com as estimativas, a rota de 2,5 quilômetros que por terra seria feita em 10 minutos, passará a ser concluída em 4 minutos.

Ainda que o iFood não tenha revelado nenhuma data para o início dessas operações, a previsão é que os primeiros voos experimentais sejam realizados nos próximos meses.

“Devido ao avanço da pandemia de covid-19, a empresa está avaliando o momento mais adequado para dar início ao projeto, levando em consideração o bem-estar e a saúde de colaboradores e parceiros”, explicou o iFood em nota.

Segundo a companhia, as empresas parceiras da foodtech no segmento de drones, Speedbird Aero e AL Drones, conseguiram as autorizações necessárias e receberam o Certificado de Autorização de Voo Experimental (CAVE) da Anac.

“Esse foi um importante passo para construir um projeto seguro, eficiente e economicamente sustentável junto aos nossos parceiros e órgãos responsáveis. Essa é uma etapa muito significativa para a evolução do uso comercial de drones”, explica Roberto Gandolfo, vice-presidente de Logística do iFood.

“Nosso objetivo primário é utilizar o drone para trazer mais eficiência para a operação logística. Estamos confiantes na evolução que o uso desse modal combinado a inteligência artificial pode trazer para a empresa”, conclui Gandolfo.

“O projeto foi conduzido de forma profissional. Cada detalhe da aeronave foi trabalhado com toda a atenção, tornando a logística aérea não tripulada uma possibilidade no país”, ressalta Samuel Salomão, fundador e CPO da Speedbird Aero.

O projeto, que está sendo testado desde o ano passado, teve seus ensaios finais em São José dos Campos (SP) e contou com a participação e supervisão da Anac. As primeiras entregas feitas por drone, em caráter de voo experimental, serão realizadas em Campinas (SP), ainda que nenhuma data exata tenha sido divulgada para o começo da operação.

Fonte | InfoM

ANAC emite primeira autorização para entrega de produtos com drones

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