Pastor presbiteriano em Santos e ex-vice-reitor do Mackenzie foi confirmado hoje como quarto ministro da Educação em um ano e meio de governo Bolsonaro

Milton Ribeiro é o novo Ministro da Educação do Brasil. A decisão foi publicada nas redes sociais do presidente Jair Bolsonaro e formalizada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Ribeiro é pastor reverendo na Igreja Presbiteriana de Santos, litoral de São Paulo, e atuou como reitor em exercício e vice-reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Sua nomeação foi considerada um aceno às alas evangélicas e de defensores de Olavo de Carvalho, que cobravam um nome conservador na pasta.

De acordo com seu currículo no sistema Lattes, o novo ministro possui graduação em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul (1981) e em Direito pelo Instituto Toledo de Ensino (1990).

Também tem mestrado em Direito pelo Mackenzie, com dissertação sobre liberdade religiosa, e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (USP), com tese sobre calvinismo no Brasil. Ribeiro teve passagem pelas Forças Armadas como tenente de infantaria do Exército.

Em maio do ano passado, ele foi a primeira indicação de Bolsonaro para a Comissão de Ética da Presidência. O colegiado tem como função investigar ministros e servidores do governo. O mandato dele na Comissão termina em 2022. Mas, para assumir, Ribeiro está disposto a abdicar do cargo.

Ribeiro será o quarto ministro do MEC em um ano e meio de governo Bolsonaro. Após Ricardo Vélez Rodríguez e Abraham Weintraub, o economista Carlos Decotelli teve uma passagem de menos de uma semana no comando do ministério. Ele pediu demissão após repercussão negativa sobre o fato de o seu currículo conter informações falsas e a acusação de plágio em sua dissertação de mestrado.

No fim de semana, o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, afirmou que recusou convite de Bolsonaro para o comando do MEC.

Histórico

Milton Ribeiro conversou por videoconferência com Bolsonaro na última terça-feira (07). Momentos antes da reunião, o presidente afirmou que falaria com “um candidato do Estado de São Paulo” e que ele “talvez” fosse o escolhido.

A sugestão para ele seja o escolhido é atribuída ao ministro-chefe da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, cujo apoio tem sido determinante no Planalto.

Apesar de pastor, Ribeiro não agrada a todos os evangélicos. “No segmento evangélico o Mackenzie é a pior referência conservadora que eu conheço. De todo o ensino confessional, é o menos conservador”, disse o deputado federal Sóstenes Cavalcante nesta semana.

Fonte | Revista Exame

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