Técnicos da Defesa Civil Nacional estão em Santa Catarina para auxiliar nos trabalhos de resposta aos desastres provocados pela passagem de um ciclone extratropical no Sul do País nesta semana.

Na manhã desta sexta-feira (3), o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas Alves, se reuniu com representantes do governo do estado para discutir apoio aos atingidos pelo ciclone e disse que o Governo Federal não vai poupar esforços para auxiliar a população. “Estamos aqui por recomendação do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Rogério Marinho [Desenvolvimento Regional], para que, de imediato, tomemos conhecimento de todas as necessidades que o Governo Federal pode auxiliar no apoio aos catarinenses”, disse.

“O objetivo é conhecer todos os problemas decorrentes do desastre do ciclone. Poder levar os recursos necessários a restabelecimento e reconstrução das áreas afetadas. E além disso coordenar o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, sobretudo, o sistema federal de defesa civil identificando oportunidades para que os outros ministérios também possam apoiar o estado e os municípios”, informou.

O Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil é formado pela administração pública federal, estadual e municipal e por entidades públicas e privadas na área de proteção e defesa civil. É responsável por coordenar o planejamento, a articulação e a execução de programas, projetos e ações no setor.

O secretário disse que é preciso avaliar os danos para liberação dos recursos e explicou que há dois tipos de repasse: os de restabelecimento e os de reconstrução. O primeiro é uma ajuda para um caso mais pontual, e o dinheiro chega mais rápido. Para reconstrução, é necessária a realização de projetos com avaliação dos danos.

“O recurso de restabelecimento é mais rápido, porque não demanda projetos complexos. Os recursos de reconstrução, até por uma questão da complexidade do próprio levantamento de danos e do projeto de reconstrução e da definição de seus custos, demoram um pouco mais. E vamos depender exatamente da capacidade que os municípios e o estado têm de fazer esse levantamento e nos mandarem no nosso sistema de solicitação de recursos da defesa civil”, disse.

O secretário anunciou que a Defesa Civil Nacional, de maneira inédita, vai criar um canal permanente de capacitação e consultoria aos municípios afetados por desastre natural. Esse canal vai disponibilizar técnicos durante todos os dias, em qualquer hora para esclarecer dúvidas dos gestores sobre a liberação dos recursos.

“Por exemplo, os municípios vão poder mostrar uma foto para saber se isso é reconstrução ou restabelecimento, e o que fazer. Detalhes pequenos que, às vezes, prorrogam muito a liberação dos recursos. Estamos inovando. Vai ser uma experiência nova. É um canal direto para que a gente possa liberar os recursos mais rápido”, informou o secretário.

Em live, na última quinta-feira, o presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou que vai ao estado de Santa Catarina no próximo sábado (04) e que pretende sobrevoar as áreas atingidas pelo ciclone. “Vamos sobrevoar de perto para ver a profundidade do problema e ficar à disposição do governador do estado no que for possível fazer”.

Ciclone

Santa Catarina foi um dos estados mais atingidos na região, sendo que 152 municípios registraram danos. O governador Carlos Moisés decretou estado de calamidade pública nessa quinta-feira (2).

Segundo a Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade de Santa Catarina, as fortes chuvas e vendavais que afetaram o estado fizeram muitos estragos. Pelo menos 25 rodovias tiveram impacto de obstrução parcial ou total.

O ciclone também trouxe impacto grande para a rede escolar: cerca de 230 escolas tiveram a estrutura afetada. O governo do estado informou ainda que pelo menos 3,2 unidades habitacionais foram atingidas.

Entre os dias 30 de junho e 1º de julho, o Corpo de Bombeiros recebeu 4.935 chamadas pelo 193. No mesmo período, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), teve 1.257 chamadas.

Equipes da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), vêm acompanhando, desde as primeiras ocorrências, a situação das fortes chuvas e vendavais que estão afetando os estados do Sul do país. Equipes do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), da Defesa Civil Nacional, estão em contato permanente com as defesas civis locais para a emissão de alertas, avaliação de riscos e de danos já provocados.

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Fonte | Defesa Civil

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