Helbert de França Silva, de 41 anos, fugiu do Batalhão da Rotam no dia 6 de outubro. Ele foi preso na casa de um parente em Diadema (SP).

O ex-cabo da Polícia Militar, Helbert de França Silva, de 41 anos, condenado a mais de 100 anos de prisão, foi recapturado, nesta quarta-feira (6), em Diadema, interior de São Paulo. Ele estava foragido há um mês. A prisão foi efetuada após uma ação conjunta entre as polícias de Mato Grosso e São Paulo.

Helbert, que estava sendo monitorado, foi preso na casa de um parente. A mulher dele também estava no local. Os dois estavam de malas prontas, o que levou a polícia a suspeitar que estava com intenção de fugir para outro local.

Ao ser abordado, Helbert se apresentou com outro nome, usando a identidade do irmão.

O ex-cabo é acusado de envolvimento com um grupo criminoso, que cometeu vários homicídios em Mato Grosso. Além de ser condenado a mais de 100 anos de prisão, ele foi exonerado do cargo.

Hebert estava preso no Batalhão da Rotam, em Cuiabá, de onde fugiu no dia 6 de outubro.

Monitoramento

Desde a fuga, o Serviço de Inteligência da Polícia Militar levantou informações sobre os possíveis destinos de ex-cabo. A PM recebeu denúncia de que Hebert poderia ter deixado o estado em um carro locado. Isso permitiu que um levantamento de veículos nas rodovias fosse feito.

Após cruzamento de dados, análises de vínculos e levantamento de outras informações, com apoio de outros órgãos, entre os quais a Polícia Federal, a Diretoria de Inteligência da PM chegou à conclusão de que o foragido poderia estar em São Paulo, especificamente no município de Diadema.

Crimes

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), Hebert participava de um grupo conhecido como ‘Os Mercenários’. Eram seis policiais e outros civis. Ao todo, estima-se que, pelo menos, 15 pessoas tenham sido vítimas do grupo.

O grupo, segundo a denúncia, tinha aparato para cometer os crimes, como armamento sofisticado, rádio amador, silenciador de tiros e carros e motos com placas frias.

Os crimes foram praticados em março de 2016. As vítimas estavam voltando de uma festa, quando foram atacadas enquanto tentavam abrir o portão da residência.

Segundo o MPE, Helbert e outro policial chegaram juntos em um veículo e já desceram efetuando os disparos contra as vítimas. Somente uma vítima conseguiu sobreviver.

Fonte | G1

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