A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) é acusada pela Associação Médica Brasileira (AMB) de participar de um esquema internacional de validação de diplomas. As declarações da instituição de médicos foram feitas no dia 22 deste mês, na página da AMB.

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Segundo a associação médica, a UFMT colabora no esquema facilitando a validação dos diplomas das pessoas que estudaram fora do Brasil, por meio do programa “Revalida”.

O esquema é realizado quando alunos que se formaram em cursos de Medicina no exterior não conseguem validar seus diplomas no Brasil. Os egressos, então, procurariam empresas intermediadoras que dialogam com as instituições públicas a fim de facilitar o processo.

O papel das federais, segundo as acusações, é o de terceirizar, por meio de convênios com instituições privadas, a oferta dos cursos complementares para validação dos diplomas em território brasileiro.

Nesse sentido, a AMB aponta que a UFMT pulou de cinco vagas oficiais para cursos de complementares, para 700. A taxa excedente, contudo, não é ofertada pela federal e, sim, para faculdades particulares.

“Nesses locais, os formados no exterior acabam atuando no atendimento à população em hospitais públicos, supostamente supervisionados à distância por faculdades privadas. Uma grave irregularidade que coloca a população em risco, pois não poderiam atuar como médicos, já que não tiveram os conhecimentos devidamente avaliados. Tudo isso ocorre debaixo do nariz do MEC, que não fiscaliza com eficiência as atividades e nem possui regras claras para transferência e complementação”, afirma Diogo Leite Sampaio, vice-presidente da AMB.

“Além dos valores pagos às empresas intermediadoras, os alunos precisam pagar as mensalidades da faculdade onde frequentarão as aulas durante o período de complementação, 12 ou 18 meses, conforme performance obtida nos exames iniciais. O esquema movimenta R$ 15 bilhões para as facilitadoras e garante renda extra para as instituições privadas, sem que elas tenham que pleitear novas vagas na graduação junto ao MEC”, aponta trecho da denúncia da AMB.

O OUTRO LADO

A reportagem entrou em contato com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) a fim de verificar se a instituição possui algum esclarecimento sobre o caso. “Uma vez que a demanda pela revalidação é grande e a UFMT oferece um número limitado de vagas, outras Instituições de Ensino Superior com curso de medicina reconhecido pelo Ministério de Educação (MEC) são cadastradas, por meio de um processo transparente e público, para que possam atender a esses candidatos”, apontou a comunicação da universidade.

Além disso, a UFMT argumentou que, ao autorizar que os candidatos realizem os cursos complementares em instituições privadas, adota diversos procedimentos de controle, como: define o currículo do curso, especificando disciplinas e ementas; constitui comissões de avaliação e realiza visitas às comissões para certificar o cumprimento do plano de ensino.

A UFMT ressalta ainda que o MEC, por meio da Câmara de Educação Superior, manifestou-se sobre a legalidade dos editais  e considerou a conduta da Faculdade de Medicina criteriosa durante todo o processo.

“Por fim, a Instituição assevera  que não reconhece qualquer agência, grupo, ou pessoa que se diga habilitada a intermediar vagas, ou contornar o processo rígido e legal para obtenção da revalidação do diploma junto à UFMT”, finaliza a federal de Mato Grosso.

Fonte | HNT

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